Evento debate educação etnicorracial em Curitiba 24/05/2013 - 13:30

A Secretaria de Estado da Educação, em parceria com o Centro Cultural Humaitá, promoveu nessa sexta-feira (24), em Curitiba, o evento Abolism – Ecos da Abolição da Escravatura. Os movimentos negros têm como objetivo mostrar à sociedade, durante o mês de maio, a importância de se combater o racismo, a exclusão e a desigualdade ainda existentes.

Segundo a diretora do Departamento da Diversidade, Marli Peron, o encontro demonstrar o diálogo existente entre a Secretaria da Educação e os movimentos sociais negros. “Dessa forma, conseguimos encontrar juntos caminhos para ações que contribuam com as políticas públicas que sejam efetivas na escola e na comunidade escolar”, ressaltou.

O evento serve de formação para quase 200 professores que atuam em escolas dos Núcleos Regionais de Educação de Curitiba, Área Metropolitana Norte e área Metropolitana Sul. “A proposta apresentada aqui é pertinente a nossa realidade escolar. E envolve o respeito, despertando a consciência de que todos iguais”, disse a pedagoga do Colégio Estadual Vereador Raulino Costacurta, em Colombo, Gervaça Francisca.

“Toda transformação que queremos para a sociedade passa pela educação. As escolas precisam mudar o discurso e valorizar a contribuição do negro na sociedade. É o combate ao racismo estrutural’, disse o presidente do Centro Cultural Humaitá, zelador Candiero ao lembrar que os negros contribuíram para a formação do Estado do Paraná.

Durante o evento foram realizadas palestras, relatos de experiências, oficina de contação de histórias e o lançamento dôo catálogo de projetos premiados pelo projeto Orirerê Cabeças Iluminadas, edição 2011. Também foi realizada uma webconferência para os Núcleos Regionais de Educação sobre a perspectiva afrobrasileira na educação infantil.

AÇÕES – A Secretaria da Educação tem realizado várias ações para implantar de maneira efetiva a Lei 10639/2003 - que trata da inclusão da arte e cultura africana e afrobrasileira nos currículos das escolas paranaenses. Nas escolas foram criadas as equipes multidisciplinares que buscam promover espaços de discussão para combater o preconceito, a discriminação e o racismo na comunidade escolar, além de promover as relações etnicorraciais.

Também são promovidos vários encontros de formação dos profissionais que atuam nas escolas estaduais sobre o tema. Um exemplo é a capacitação de cerca de 30 mil funcionários que está acontecendo até o final de 2013. Também há investimentos para produção de material didático relacionado às questões etnicorraciais.

Houve o mapeamento das comunidades quilombolas em todo o Paraná, que permitiu a criação de novas políticas de atendimento. Duas escolas quilombolas são mantidas pela rede estadual de ensino, o Colégio Estadual Quilombola Diogo Ramos, em Adrianópolis, e a Escola Estadual Quilombola Maria Joana Ferreira, em Palmas.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008, 28,5% da população do Paraná é formada por afrodescendentes.

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