Fera Com Ciência 2009 termina nesta sexta-feira em Assis Chateaubriand, Capanema e Cianorte 23/10/2009 - 15:00

O Fera Com Ciência encerrou as atividades nas cidades de Assis Chateaubriand, Capanema e Cianorte nesta sexta-feira (23). Foram cinco dias de apresentações, oficinas, exposições e muita diversão. Os alunos e professores da rede pública de todas as escolas dos núcleos regionais de educação de Assis Chateaubriand, Francisco Beltrão e Cianorte – sociabilizaram as atividades desenvolvidas nas escolas, inclusive do Programa Viva a Escola.
Na próxima semana, os núcleos da Área Metropolitana Norte e de Campo Mourão recebem o Fera Com Ciência. O projeto acontecerá nas cidades da Lapa e de Mamborê. Serão quase 3 mil participantes nos dois eventos
Em Assis Chateaubriand e Cianorte, o encerramento foi marcado por um desfile nas cidades. Na primeira, o desfile teve a participação de fanfarra e fogos de artifício. Cianorte contou ainda com apresentações de encerramento, nas quais o público interagia com os artistas. Em Francisco Beltrão, o encerramento foi marcado pela socialização das atividades aprendidas pelos alunos e professores nas oficinas.
Segundo o coordenador Ademir Pinheli Mendes, da Coordenação de Integração das Atividades Curriculares (Ciac), “durante toda essa semana pudemos observar a adequação pedagógica do Fera Com Ciência com as oficinas e a valorização do trabalho dos alunos e professores, evidenciada na qualidade da mostra cultural”.
Mendes ainda ressaltou que “a organização do evento é fruto do trabalho coletivo das equipes dos núcleos com o Ciac, que se dedicaram desde o início do ano”. Em todos os núcleos, os professores que já haviam participado do evento anteriormente elogiaram a organização dessa edição. “Agradeço a todas as equipes pela dedicação”, concluiu Mendes.
A chefe do NRE de Cianorte, Claudete Jacomini, declarou que “o evento contribui para a construção de uma educação de qualidade, voltada para a conscientização ambiental e social do nosso papel no mundo moderno, inspirando as pessoas na busca de soluções”. Helena Almada Heleno, 15 anos, aluna do Colégio Estadual Rui Barbosa, em Japurá, disse “já participei de outros, mas este está bem melhor, as oficinas foram ótimas. No próximo, quero estar novamente junto com a galera Fera Com Ciência!”. Quem também afirmou não querer perder a próxima edição é Hugo Cesar Gois, 20 anos, aluno da 1ª série CEEBJA – Cianorte. “O evento foi muito bom, primeira vez que participo e gostei muito, aprendi coisas novas em minha oficina de genética.”
“O Fera Com Ciência é um evento voltado para os alunos mostrarem seus trabalhos desenvolvidos com seus professores”, explicou Sonia Maria Sala, chefe do NRE de Assis Chateaubriand. “Tivemos excelentes trabalhos. Em boa parte, eles refletem atividades do Programa Viva a Escola, que possibilitou maior dedicação e incentivo junto ao professor”.
Uma dessas atividades é História e memória dos patrimônios Nice e São Cosme, desenvolvido pela professora Claudinéia Kugelmier, que instigou a curiosidade dos visitantes. A exposição contava com vários objetos antigos, reunidos na pesquisa dos estudantes de 7ª e 8ª séries do Colégio Estadual Vinícius de Moraes. Na atividade, que faz parte do programa Viva a Escola, os alunos entrevistaram os pioneiros da localidade e pesquisaram sobre o passado do local. Para Matheus Galvão, que participa da atividade, “o tema do trabalho é muito interessante, porque eu posso conhecer o passado do lugar em que moro. Isso faz parte da minha história.”
“O Fera Com Ciência permite, além do aprendizado dos nossos alunos, a integração e socialização através das oficinas, das exposições dos trabalhos e das atividades artísticas”, declarou Aires Vicente Tomazoni, chefe do NRE de Francisco Beltrão. “Os professores e alunos que aqui estão, tem a possibilidade de multiplicar o conhecimento adquirido com os demais que não vieram.”
Jessica Longo, 17 anos, aluna do Colégio Estadual Mário de Andrade disse que achou que não iria se identificar com a oficina na qual estava inscrita, que era de dança de salão, mas se enganou. “Isso quer dizer que a gente descobre aptidões e afinidades em nós mesmos que ainda não conhecíamos”. Jessica afirmou ainda que a estrutura do evento possibilita o entrosamento, “professores e alunos almoçam juntos, dançam e conversam. Fizemos amizades que irão ficar para sempre. Quem apresentou é muito talentoso. O interessante é que não teve só dança e teatro, teve várias outras coisas legais.”
Entre as oficinas apresentadas no encerramento estava “A arte de contar histórias e seus recursos mágicos”, onde os professores desenvolveram narrativas acompanhadas de objetos lúdicos que eles mesmo confeccionaram.  “A oficina despertou o interesse em contar histórias e os ‘recursos mágicos’ fazem com que até quem não é contador de história se torne um”, contou a professora Rutt da Rocha, da cidade de Planalto. “Foi muito útil porque conseguimos retirar daqui muitos recursos para trabalhar em sala de aula”, completou.
Na oficina para alunos, Hip Hop e Ragga Jam: uma nova proposta corporal, o professor João Carlos Araújo desmistificou os estilos de música e dança. “Os alunos aprenderam a essência do Hip Hop, como ele foi criado e como é desenvolvido hoje nas escolas como socialização. Temos que ver o Hip Hop como uma filosofia de vida e não com preconceito”, contou Araújo.