Festa das Nações animou colégio em Curitiba 26/09/2011 - 14:40
Alunos, pais, professores e membros da comunidade do Colégio Estadual Pedro Macedo, em Curitiba participara da Festa das Nações. Durante dois dias da mostra, a comunidade conheceu a cultura de vários países, além de visitar as exposições realizadas pelos alunos. “A escola deve ser entendida como espaço de inserção cultural. A função primeira deve ser a de construção do conhecimento e a corresponsabilidade deve ser coletiva”, disse a diretora Deuzita Cardoso da Silva.
Ela explicou que durante a Semana Pedagógica foram escolhidos países para desenvolver um trabalho interdisciplinar com os alunos. Houve uma integração do Centro de Línguas Estrangeiras Modernas (Celem), que oferta Inglês, Francês, Espanhol, Italiano, Alemão e Japonês, com as disciplinas do curso regular. “Os alunos estudaram a cultura de diversos países – música, comidas típicas, danças, folclore. Os cursos técnicos trabalharam questões ligadas à tecnologia e cultura”, comentou.
A coordenadora dos cursos técnicos, professora Cristiane Cardoso dos Santos, que há sete anos trabalha na escola, diz ter ficado surpreendida com os trabalhos realizados. “Foi tudo muito bem planejado. Os alunos trabalharam com diferentes tecnologias, redes sociais, e-mails de divulgações, e com questões culturais – ética, preconceito, homofobia, esporte, entre diversos outros assuntos”.
A professora Josete Chemin Zattar, que trabalha com projetos na escola, desenvolveu um trabalho de valores humanos nos diferentes setores da sociedade. “Na 8.ª série foram desenvolvidos temas relativos aos tipos de discriminação, o respeito com o meio ambiente e com o próximo. A turma do curso de Secretariado trabalhou para combater a discriminação dos estilos musicais”, falou.
Maria Rita Couto, professora de Biologia do ensino médio, trabalhou o Continente Africano com seus alunos. “Os alunos do 1º e 2º ano trabalharam questões ligadas à nutrição e expectativa de vida, e os alunos do 3º ano questões genéticas”. Ela comentou ainda que os trabalhos apresentados pelos alunos foram muito criativos. “Foram feitos DNA com balas para explicar as aberrações cromossômicas que acontecem”, disse a professora.
Para a aluna Maria Vitória Resende, da 8.ª série, o trabalho desenvolvido pelos professores foi muito bom. “Os alunos começaram a respeitar mais as outras pessoas, tanto dentro como fora da escola”. Ela e o grupo fizeram uma enquete para saber o que as pessoas consideram respeito por elas mesmas. “Foram colocadas cinco opções para que todos os visitantes pudessem votar. Ao final do evento, iremos colocar as informações obtidas em forma de gráfico e afixar no colégio”, explicou a aluna.
Vitória Giachini, também aluna da 8ª série, acredita que essa iniciativa da escola é uma forma de incentivar o respeito pelo outro. “Fizemos um trabalho sobre a bulimia, que é uma forma de agressão a si mesmo. Foi muito proveitoso, porque houve o envolvimento de todos os alunos”, comentou Vitória, que fez uma boneca utilizando garrafas PET para ilustrar o assunto abordado.








