Governo articula para qualificar 10 mil trabalhadores 28/01/2013 - 17:00

A secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, realizou nesta segunda-feira (28/01), em Curitiba, uma reunião de trabalho com representantes de outras pastas e órgãos do Estado e equipes técnicas para avaliar o impacto social na região dos Campos Gerais durante o processo de implantação da nova fábrica da Klabin.

A Klabin fará o maior investimento privado da história do Estado e conta com os benefícios do programa Paraná Competitivo. A construção da nova fábrica de papel celulose da empresa, em Ortigueira, começa nos próximos 15 dias e deverá mobilizar 10 mil trabalhadores – oito mil ligados diretamente às obras. O projeto está orçado em R$ 6,8 bilhões.

“Vamos dar todo o apoio técnico aos municípios envolvidos, bem como, realizar o assessoramento dos gestores municipais na realização do cadastro de famílias, para que elas sejam acompanhadas e inseridas nossos programas sociais, entre eles o de qualificação profissional”, disse a secretária Fernanda Richa.

Bueno afirmou que a empresa planeja contratar o máximo possível de mão de obra local. Segundo o executivo, as obras devem durar cerca de dois anos, com a conclusão prevista para o início de 2015. A planta vai beneficiar diretamente 12 cidades de uma das regiões com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Paraná.

Fernanda Richa destacou que a atuação conjunta e ordenada de todas as secretarias estaduais vai garantir melhores resultados para a população. “É importantíssimo canalizar os esforços de todos envolvidos reafirmando o compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento social de toda a região”, afirmou.

PARCERIA – A implantação do empreendimento é acompanhada por uma unidade de gerenciamento de projetos criada pelo governador Beto Richa, coordenada por secretários de Estado e presidentes de empresas públicas. A unidade trabalha em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

O grupo do governo estadual trabalha em conjunto com os diretores da empresa para discutir alternativas fiscais, ambientais, de infraestrutura e de qualificação profissional para viabilizar o empreendimento. A proposta envolve suporte na área social, com a construção de escolas, unidades de saúde e reforço no policiamento na região.

A ação envolve as seguintes secretarias: Trabalho, Indústria e Comércio, Fazenda, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Infraestrutura, Administração, Agricultura, Desenvolvimento Urbano, Casa Civil, Casa Militar, Administração dos Portos, Compagás, DER, Lactec, Fomento Paraná, Junta Comercial, Celepar, entre outros.

A Secretaria de Estado da Educação irá participar oferecendo vagas do Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), uma parceria com o Ministério da Educação.

REDE - Segundo o secretário do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Luiz Claudio Romanelli, as Agências do Trabalhador atuarão em rede para cadastrar trabalhadores dos 12 municípios participantes do projeto da nova unidade.

Além de selecionar, a secretaria também vai capacitar os trabalhadores. “A Klabin quer contratar mão de obra local, mas precisa de trabalhadores capacitados e vamos proporcionar esse treinamento”, disse Romanelli.

“É uma grande oportunidade para os moradores da região, porque serão abertas vagas em diversos setores, de trabalhadores da construção civil - carpinteiros, pedreiros, soldadores - a profissionais do setor de alimentação e de nível superior, como engenheiros e médicos do trabalho”, completou.

PROJETO - A nova unidade da Klabin no Paraná irá combinar a produção de celulose de fibra curta e de fibra longa. Com isso, a empresa atenderá toda a demanda de mercado do Brasil e poderá exportar para outros países.

A fábrica será construída em área própria da empresa, localizada na comunidade rural conhecida como Campina dos Pupo, a 15 quilômetros da área urbana de Ortigueira.

A Klabin já mantém uma unidade no Paraná, no município de Telêmaco Borba, onde produz papéis e cartões para embalagens, embalagens de papelão ondulado, sacos industriais e também comercializa madeira em toras.

DIVISÃO – Um convênio assinado no ano passado definiu a divisão do ICMS proveniente das operações da nova fábrica entre 12 cidades dos Campos Gerais e do Norte Pioneiro. São eles: Cândido de Abreu, Congoinhas, Curiúva, Imbaú, Ortigueira, Reserva, Rio Branco do Ivaí, São Jerônimo da Serra, Sapopema, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania.

Pela divisão foi acordado que o município sede da indústria ficará com 50% do tributo e os 50% restantes serão partilhados entre todos os municípios fornecedores de matéria prima. A divisão atende critérios que consideram o volume de madeira enviado às fábricas da Klabin no Paraná, o número de habitantes e a evolução municipal do Índice Ipardes de Desempenho Municipal.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

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