Governo quer comprar terrenos vizinhos ao antigo Educandário de Santa Felicidade 19/03/2008 - 18:41

19/03/2008 18:31:12

O Governo do Estado vai enviar à Assembléia Legislativa projeto de lei que propõe a aprovação de crédito especial ao Orçamento Geral do Estado para a aquisição de dois terrenos no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba. Os terrenos estão localizados ao lado do antigo Educandário Santa Felicidade e somam 8.590 metros quadrados. Foram avaliados, pelos engenheiros da Secretaria de Estado de Obras Públicas, em R$ 725.000,00.

Os terrenos serão utilizados como um espaço de convivência e lazer para os alunos do Centro de Educação Especial, para os alunos do Colégio Estadual Francisco Zardo e para os moradores da vizinhança das escolas, promovendo a integração entre a comunidade, os estudantes do ensino regular e do ensino especial, numa autêntica proposta de inclusão.

O antigo Educandário foi inteiramente reformado e será reinaugurado este ano, com o nome de Centro Estadual de Educação Especial Lucy Requião de Mello e Silva, o primeiro colégio estadual voltado para a educação especial no Paraná. Atenderá a 350 crianças e jovens com necessidades educacionais especiais. O colégio tem 2.990 metros quadrados, divididos em 12 salas de aula e seis oficinas, espaço destinado ao desenvolvimento de atividades culturais e profissionalizantes e demais dependências. O investimento na reforma foi de R$ 1,6 milhão.

O Educandário Santa Felicidade começou a funcionar em 1953 e abrigava meninos de 4 a 12 anos em regime de internato e semi-internato. Nessa época, era administrado pelas Irmãs Vicentinas. Em 1989 a administração foi transferida para o Instituto de Ação Social do Paraná, e o Educandário passou a receber meninos e meninas de até 18 anos em regime de abrigo. Nesse mesmo ano o berçário de Curitiba foi centralizado no Educandário. Em 1997, as crianças foram transferidas para o Educandário Dr. Caetano Munhoz da Rocha e, desde então, o espaço ficou abandonado, sujeito a depredações.

Em setembro de 2000, o imóvel foi cedido à Organização Mundial da Família, mas nada foi feito no local, que permaneceu abandonado. Em novembro de 2003, o governador Roberto Requião cancelou a cessão do imóvel, fazendo com que o prédio retornasse ao Estado e pudesse ser reformado para abrigar o centro de atendimento educacional, cultural e profissionalizante para portadores de múltiplas deficiências.