Governo quer integrar o PDE à carreira do magistério estadual 09/02/2010 - 17:02

Os professores do Paraná devem se mobilizar para tornar permanente na carreira do magistério público a participação no Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE). A sugestão foi feita pelo governador Roberto Requião na reunião da Escola de Governo desta terça-feira (9), durante a apresentação da secretária da Educação, Yvelise Arco-Verde, sobre a organização do ano letivo na rede estadual de ensino. Um projeto de lei que integra o benefício de forma permanente à carreira do magistério deve ser encaminhado à Assembleia Legislativa nesta semana.
O programa, que se tornou uma referência para o programa nacional de capacitação de professores do Ministério da Educação, forma mais uma turma de 1.200 professores nesta quarta-feira (10), no Teatro Guaíra. “É o maior programa educacional de formação de professores em andamento no Brasil”, disse a secretária.
“Enquanto os professores recebem complemento em sua formação, as universidades têm a oportunidade de conhecer as reais demandas da educação pública no momento e podem adequar seus currículos para formar um profissional com melhor qualificação”, afirmou a secretária Yvelise Arco-Verde.
O PDE foi criado em 2007, numa parceria da Secretaria de Estado da Educação com a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior. O programa garante formação continuada aos professores da rede pública estadual de ensino. É uma política educacional inovadora, idealizada a partir de reuniões entre os gestores da educação e os representantes dos sindicatos dos professores e funcionários públicos estaduais durante a elaboração do Plano de Carreira do Magistério.
A secretária Yvelise Arco-Verde informou que o retorno às aulas do 1,4 milhão de alunos e cerca de 64 mil professores transcorreu de acordo com as previsões. Ela explicou como foi feita a organização do ano letivo na rede estadual de ensino durante a reunião da Escola de Governo, nesta terça-feira (9). “Para que estas pessoas possam aprender e ensinar nas 2.136 escolas é necessário planejar as atividades com antecedência. E é isso que fazemos todos os anos”, disse. Segundo Yvelise, o número de escolas expõe a complexidade do gerenciamento. “Para que todos os alunos tivessem uma carteira e o professor em sala de aula, o trabalho começou com as matrículas ainda em dezembro”.
A secretária lembrou das recentes visitas de representantes de outros Estados que vieram conhecer a organização do ensino fundamental. “No Paraná temos a organização do ensino fundamental como modelo para o Brasil. As séries iniciais são gerenciadas pelas prefeituras e a rede estadual fica com as séries finais de 5ª a 8ª séries e o ensino médio”, afirmou Yvelise. Ela disse que o Governo do Estado tem uma preocupação constante com a melhoria da educação pública. “Isso tem possibilitado parcerias que garantem que os alunos possam receber formação técnica, por meio dos cursos da educação profissionalizante e muitos outros”, afirmou. De acordo com a secretária, o projeto de expansão do ensino profissionalizante desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação resultou na assinatura de convênio com o Governo Federal.
Yvelise explicou que, em 2003, eram apenas 3 mil alunos tendo formação técnica e que hoje são 40 mil alunos em 880 turmas. Com a assinatura do convênio, o Paraná foi contemplado com R$ 206 milhões para a construção de 16 centros de educação profissional, sendo o Estado que mais receberá recursos. “Isso vai trazer uma modificação grande não só na educação dos jovens, mas também na economia do Paraná”, argumentou. “O governo anterior transformou a educação pública em terra arrasada”, disse.
O governador Roberto Requião comentou estar recebendo várias mensagens de professores que pleitearam a dobra de padrão, mas não conseguiram obter o benefício. “A dobra está sendo concedida de acordo com a necessidade do sistema e não por ordem de inscrição”, explicou a secretária.
O governador lembrou que há municípios que deixaram de viabilizar a construção de uma nova escola pelo Governo do Estado por falta de terreno ou de projeto. E também aquelas que sugeriram a reforma e a ampliação de uma escola municipal. “Nossa proposta é construir escolas novas, em prédios de melhor qualidade. A reforma de escolas municipais deve ser feita pela prefeitura”, declarou o governador.