O aprendizado da matemática é tema de encontro em Curitiba 29/07/2009 - 17:35
Cerca de 500 professores da rede estadual de ensino atuantes com a disciplina de matemática na sala de apoio participam do Encontro Sala de Apoio à Aprendizagem – Matemática. O evento realizado nesta quarta-feira (29) pela Secretaria da Educação (SEED), por meio do Departamento de Educação Básica (DEB), tem como objetivo difundir práticas pedagógicas que auxiliem no desenvolvimento das ações de ensino e de aprendizagem da matemática.
A matemática sempre foi vista como uma das disciplinas mais difíceis de serem aprendidas, principalmente para os alunos de estão chegando à 5ª série do Ensino Fundamental. Antecipando um possível abandono e reprovação devido às dificuldades de aprendizagem, foi criado em 2004 o Programa Sala de Apoio à Aprendizagem que auxilia os alunos com defasagem nesta área de conhecimento, oferecido contraturno.
Para Mary Lane Hutner, chefe do DEB, o objetivo do encontro é discutir com os professores da sala de apoio sobre as dificuldades que os alunos encontram na matemática. “A disciplina é sempre vista como uma vilã, no que se refere ao trabalho com raciocínio e interpretação, então é muito importante os professores conhecerem e trabalharem nas oficinas que trazem inovações pedagógicas, para que possam superar as dificuldades dos alunos na matemática”, comenta.
Segundo a técnica-pedagógica da equipe de Matemática do DEB, Renata Cristina Lopes, explica que o Programa Sala de Apoio foi pensado devido à dificuldade que o aluno enfrenta ao ingressar na 5ª série. “Uma das maiores reclamações de professores de matemática desta série é em relação à defasagem de conteúdos, principalmente na interpretação de problemas, compreensão de textos e nas operações mais elementares”, diz.
Lopes ressalta a idéia de que o programa não é um reforço de conteúdos e que o professor deve perceber as lacunas que de aprendizagem que ficaram no processo do aluno, para que possa interferir nelas. O aluno deve dar conta no turno regular dos conteúdos da 5ª série.
“A matemática deve ser pensada como educação matemática como um campo do conhecimento que procura como se deve dar o ensino, a aprendizagem e o conhecimento matemático, e a partir disto se pensar a disciplina como uma situação problema”, lembra. Desta forma, para ela, o aluno não aprende pela memorização ou pela repetição, mas compreendendo qual o significado da formação do conceito, contribuindo para a resolução de problemas que ele vivência no seu cotidiano.
Em 2009 são 1.834 salas de apoio em todo o Paraná para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Em 2005, a taxa de rendimento escolar da 5ª série do Ensino Fundamental da rede estadual de ensino apresentou uma taxa de reprovação de 21,09%. Já em 2008, esta taxa diminuiu para 15,5% e a taxa de abandono, no mesmo período, foi de 4,80% para 4,30%. Em 2008 foram atendidos cerca de 35 mil estudantes nas escolas públicas do Paraná.
A palestrante Nívia Berti, professora do Núcleo Regional de Educação de Assis Chateaubriand, afirma que a disciplina é uma dificuldade na 5ª série devido ao aluno não entender o sistema de numeração decimal, acarretando erros em operações básicas, como a adição. “Às vezes, erram o cálculo por não respeitar o valor posicional, dando o resultado errado. Os alunos tratam a matemática de uma forma mecânica e precisam se habituar a analisar o resultado que obtiveram junto ao enunciado do problema para ver se é coerente ou não”. Berti diz que os erros podem ser superados uma vez que no diálogo, os alunos mostram que têm compreensão do assunto.
RELATOS - Sônia Gaspar, professora da sala de apoio do Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior, em Maringá conta que participar do curso é importante devido às novidades que são apresentadas. “As oficinas sempre são muito interessantes, o que me faz crescer como profissional”. A professora revela que a maior dificuldade em relação à sala de apoio é a falta de compromisso da família. “O pai deixa de mandar o aluno, mas a partir do momento que o aluno freqüenta, ele passa a gosta da matemática, a atenção, o raciocínio e a leitura melhoram muito, e em todas as disciplinas”, fala
Gaspar relata que a reprovação na 5ª série na escola em que trabalha diminuiu bastante devido à sala de apoio. “Trabalhei outros anos na sala de apoio, noto nos alunos que já participaram dela, e que estão hoje na 7ª ou 8ª séries, que se destacam em sala de aula”.
Sônia Santos, professora do Colégio Estadual Lincoln Setembrino Coimbra, em Araucária, também percebe a importância do encontro devido às orientações e novos aprendizados para trabalhar na sala de apoio. “Particularmente eu vim em busca da aquisição do conhecimento de novas metodologias e encaminhamentos para aplicar nas aulas”, conta. Ela também ressalta que esta formação reflete nos alunos, que acabam tendo acesso ao conhecimento lógico com metodologias diferenciadas, contribuindo para que os estudantes deixem de ter uma visão negativa da disciplina.
O professor Evandro José Valente, do Colégio Estadual Professora Luiza Ross, de Curitiba, afirma que o evento ajuda o educador a preparar melhor o aluno na continuidade dos estudos. “O aluno pode ter um desempenho melhor na sala regular, acompanhando os outros alunos e não se sentindo excluído por saber menos da disciplina”, conta. Valente também reforça que a matemática não é uma vilã. “A partir do momento que você pega o conhecimento empírico do aluno e transporta para sala de aula, ele tem a idéia clara de como aplicar o conhecimento matemático”.
A matemática sempre foi vista como uma das disciplinas mais difíceis de serem aprendidas, principalmente para os alunos de estão chegando à 5ª série do Ensino Fundamental. Antecipando um possível abandono e reprovação devido às dificuldades de aprendizagem, foi criado em 2004 o Programa Sala de Apoio à Aprendizagem que auxilia os alunos com defasagem nesta área de conhecimento, oferecido contraturno.
Para Mary Lane Hutner, chefe do DEB, o objetivo do encontro é discutir com os professores da sala de apoio sobre as dificuldades que os alunos encontram na matemática. “A disciplina é sempre vista como uma vilã, no que se refere ao trabalho com raciocínio e interpretação, então é muito importante os professores conhecerem e trabalharem nas oficinas que trazem inovações pedagógicas, para que possam superar as dificuldades dos alunos na matemática”, comenta.
Segundo a técnica-pedagógica da equipe de Matemática do DEB, Renata Cristina Lopes, explica que o Programa Sala de Apoio foi pensado devido à dificuldade que o aluno enfrenta ao ingressar na 5ª série. “Uma das maiores reclamações de professores de matemática desta série é em relação à defasagem de conteúdos, principalmente na interpretação de problemas, compreensão de textos e nas operações mais elementares”, diz.
Lopes ressalta a idéia de que o programa não é um reforço de conteúdos e que o professor deve perceber as lacunas que de aprendizagem que ficaram no processo do aluno, para que possa interferir nelas. O aluno deve dar conta no turno regular dos conteúdos da 5ª série.
“A matemática deve ser pensada como educação matemática como um campo do conhecimento que procura como se deve dar o ensino, a aprendizagem e o conhecimento matemático, e a partir disto se pensar a disciplina como uma situação problema”, lembra. Desta forma, para ela, o aluno não aprende pela memorização ou pela repetição, mas compreendendo qual o significado da formação do conceito, contribuindo para a resolução de problemas que ele vivência no seu cotidiano.
Em 2009 são 1.834 salas de apoio em todo o Paraná para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Em 2005, a taxa de rendimento escolar da 5ª série do Ensino Fundamental da rede estadual de ensino apresentou uma taxa de reprovação de 21,09%. Já em 2008, esta taxa diminuiu para 15,5% e a taxa de abandono, no mesmo período, foi de 4,80% para 4,30%. Em 2008 foram atendidos cerca de 35 mil estudantes nas escolas públicas do Paraná.
A palestrante Nívia Berti, professora do Núcleo Regional de Educação de Assis Chateaubriand, afirma que a disciplina é uma dificuldade na 5ª série devido ao aluno não entender o sistema de numeração decimal, acarretando erros em operações básicas, como a adição. “Às vezes, erram o cálculo por não respeitar o valor posicional, dando o resultado errado. Os alunos tratam a matemática de uma forma mecânica e precisam se habituar a analisar o resultado que obtiveram junto ao enunciado do problema para ver se é coerente ou não”. Berti diz que os erros podem ser superados uma vez que no diálogo, os alunos mostram que têm compreensão do assunto.
RELATOS - Sônia Gaspar, professora da sala de apoio do Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior, em Maringá conta que participar do curso é importante devido às novidades que são apresentadas. “As oficinas sempre são muito interessantes, o que me faz crescer como profissional”. A professora revela que a maior dificuldade em relação à sala de apoio é a falta de compromisso da família. “O pai deixa de mandar o aluno, mas a partir do momento que o aluno freqüenta, ele passa a gosta da matemática, a atenção, o raciocínio e a leitura melhoram muito, e em todas as disciplinas”, fala
Gaspar relata que a reprovação na 5ª série na escola em que trabalha diminuiu bastante devido à sala de apoio. “Trabalhei outros anos na sala de apoio, noto nos alunos que já participaram dela, e que estão hoje na 7ª ou 8ª séries, que se destacam em sala de aula”.
Sônia Santos, professora do Colégio Estadual Lincoln Setembrino Coimbra, em Araucária, também percebe a importância do encontro devido às orientações e novos aprendizados para trabalhar na sala de apoio. “Particularmente eu vim em busca da aquisição do conhecimento de novas metodologias e encaminhamentos para aplicar nas aulas”, conta. Ela também ressalta que esta formação reflete nos alunos, que acabam tendo acesso ao conhecimento lógico com metodologias diferenciadas, contribuindo para que os estudantes deixem de ter uma visão negativa da disciplina.
O professor Evandro José Valente, do Colégio Estadual Professora Luiza Ross, de Curitiba, afirma que o evento ajuda o educador a preparar melhor o aluno na continuidade dos estudos. “O aluno pode ter um desempenho melhor na sala regular, acompanhando os outros alunos e não se sentindo excluído por saber menos da disciplina”, conta. Valente também reforça que a matemática não é uma vilã. “A partir do momento que você pega o conhecimento empírico do aluno e transporta para sala de aula, ele tem a idéia clara de como aplicar o conhecimento matemático”.


