Oficinas mesclam arte e ciência com diversão no Fera Com Ciência 12/11/2009 - 11:11

Alunos e professores estão enriquecendo o conhecimento por meio de oficinas no Fera Com Ciência, que, além de ensinar, divertem. São 20 oficinas para alunos e quatro para professores no evento do Núcleo Regional de Educação de Jacarezinho, em Cambará. Em Guarapuava, são 26 oficinas para alunos e quatro para professores e, em Pitanga, 28 para alunos e cinco para professores. Mais de 3.700 alunos e professores estarão participando das oficinas e cerca de 5 mil participarão dos três eventos.
“Nas oficinas os alunos têm a oportunidade de realizar atividades pedagógicas de cunho investigativo, trabalhando com conceitos que remetem ao currículo”, afirma Ademir Pinhelli Mendes, coordenador de integração das atividades curriculares. Ele lembrou que essa prática também está sendo desenvolvida pelos professores nas atividades do programa Viva a Escola.

                                    


CAMBARÁ – Alunos da oficina de escultura estudaram e produziram móbiles, com tinta guache, giz de cera, papelão, arame, papéis, cordões e tampinhas. “Esta oficina é resultado de uma busca por formas artísticas e soluções criativas para um ensino em artes visuais com recursos escassos”, explica a professora Márcia Jaqueline Batista. As obras produzidas foram baseadas nos conceitos artísticos de Alexandre Calder e Coca Rodriguez, escultores de renome internacional.
Na oficina de teatro, Celso Ferreira chamou a atenção dos alunos para a importância de saber se comunicar. “Através de um resgate na história, os alunos se integram e interpretam fatos importantes, aprendem a construir personagem e a improvisar. “Estou aprendendo a me expressar e entender melhor as pessoas, e confiar mais em mim mesma”, disse a aluna Patrícia, 14 anos, do Colégio Estadual Professor Sílvio Tavares, em Cambará. O aluno João Ricardo Rodrigues, 15 anos, do Colégio Agrícola de Cambará disse que a oficina está sendo melhor do que ele imaginava. “As atividades são divertidas e, além de tudo, aprendemos muito com tudo isso. É um passatempo tão divertido que quando acaba a gente quer mais”.
PITANGA – Em Pitanga as oficinas estão acontecendo nos Colégios Estaduais D.Pedro I, Antonio Dorigon e Julia H. de Souza e na Escola Estadual Tiradentes. Na oficina “Musicalizando Crianças”, Thais Egler desenvolve conhecimentos musicais e amplia o universo cultural dos estudantes. “A música encanta e traz o aluno a participar efetivamente no processo de ensino de forma lúdica e prazerosa”, afirmou.
GUARAPUAVA –  A dança também esteve presente nas oficinas de Guarapuava. Na oficina de Dança afro o professor Dermeval Ferreira da Silva explica que “a idéia é que todos os alunos se permitam conhecer um pouco desta cultura, que teve seu verdadeiro valor ocultado por muito tempo em nossa sociedade”. Sabemos que tudo ou quase tudo na nossa sociedade tem influência desta cultura.
Para a aluna Maria Eloíza do Amaral, 12 anos, do Colégio Estadual Dulce Marchio, a oficina foi o surgimento de uma nova possibilidade “eu gostei muito da dança afro, e seu eu tiver oportunidade quero fazer mais aulas”.
Já a proposta da professora Kistinne Morgado Rodriguez era criar brinquedos e jogos com materiais alternativos. “A idéia é desenvolver a coordenação motora, o raciocínio e a sensibilidade, estimulando a socialização e cooperação, além de possibilitar um custo mínimo aliado à preservação ambiental”.
Marlon, 11 anos, do Colégio Estadual Maria de Jesus Pacheco Guimarães disse “essa oficina é muito legal porque estou aprendendo a fazer jogos. Vou levar o que aprendi para todos da minha escola”.