Paraná Alfabetizado atendeu mais de 350 mil pessoas desde 2004 14/12/2009 - 14:14
O Programa Paraná Alfabetizado propõe a superação do analfabetismo no Estado. Para o êxito do programa, todos os cidadãos paranaenses vêm sendo convocados a assumir esse compromisso. Desde 2004 passaram pelas turmas de alfabetização mais de 350 mil pessoas. Para 2010, a meta é alfabetizar 100 mil pessoas, num esforço de coletividade com os municípios.
Somente em 2009, 75 mil pessoas foram atendidas, o que corresponde a 14% do total de pessoas não alfabetizadas, segundo os dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios – PNAD- 2008.
A coordenadora do Programa Paraná Alfabetizado, Izabel Cordeiro Ribas, destacou os dois grandes desafios para 2010: “mobilizar as pessoas jovens, adultas e idosas não alfabetizadas, que hoje se encontram dispersas em locais mais distantes, e o auto-reconhecimento das pessoas já alfabetizadas”.
Izabel explicou que é necessária a efetivação da condição de pessoa não alfabetizada para a condição de pessoa leitora e escritora. “Que as pessoas possam declarar para o mundo o orgulho de estar alfabetizado, do prazer de afirmar: eu sei ler e escrever”.
Superação - Em todo o Paraná, o programa contabiliza inúmeras histórias de superação. São pessoas que pararam de estudar ou nunca frequentaram os bancos escolares, mas nunca perderam a vontade de aprender a ler e escrever.
José Batista Teixeira, 67 anos, e a esposa Izolina da Silva Teixeira, 61 anos, do município de Marumbi, não puderam estudar na idade certa. Ele precisava ajudar os pais na roça e ela, segundo seus pais, não precisava aprender a ler e a escrever. “As meninas só precisavam saber lavar, passar e cozinhar para arranjar um bom casamento”, contou dona Izolina.
O casal foi convidado a participar do programa e também cedeu a moradia, na zona rural onde vivem, para que os vizinhos pudessem aprender junto com eles. “Hoje estamos alfabetizados e queremos continuar aprendendo”, disse seu José Batista.
José Emilio Silveira, 84 anos, foi outro aluno que colocou a própria residência à disposição para uma turma do programa em Marumbi. Durante oito meses, ele e o filho dividiram com os vizinhos a vontade de ser alfabetizados. “O professor teve muita paciência e assim tudo ficou mais fácil”, lembrou.
Exemplo de dedicação, Izolino Antonio Rodrigues, 99 anos, aluno de Arapongas, participou com orgulho da sua formatura no Paraná Alfabetizado. Filho de agricultores, como a maioria dos jovens, adultos e idosos que participam do programa, não pôde estudar quando era jovem, pois precisava trabalhar na lavoura com os pais.
Agora alfabetizado e com a ajuda da neta, seu Izolino decidiu escrever um livro sobre a sua vida, onde pretende registrar os fatos marcantes da sua trajetória.
A aluna Maria Baro Fregulia Bonassa, 60 anos, destacou a importância dos estudos e lembrou a recente formatura como um dia inesquecível. “Fizemos a nossa formatura e a nossa professora ficou tão feliz quanto nós. São pessoas boas que nos ensinam”.
A alfabetizadora do Núcleo de Educação de Dois Vizinhos, Rosangela da Rosa Clein, há um ano no programa, contou da satisfação de ser educadora. “A alegria de vê-los lendo e a experiência que adquirimos são gratificantes. Aprendemos com nossos alunos. Trabalhar no programa é uma honra para mim”, disse.
A Secretaria de Estado da Educação investe em capacitação de professores, distribuição de material e livro didático para alunos e alfabetizadores. Além disso, conta com a mobilização de toda a sociedade.
A população está sendo chamada a participar dessa mobilização em prol da alfabetização. As pessoas devem encaminhar seus parentes, amigos, conhecidos em geral, que não tiveram a oportunidade de aprender a ler e escrever, às escolas públicas mais próximas para cadastrá-los em turmas de alfabetização.
O programa - O Programa Paraná Alfabetizado foi criado pela Secretaria de Estado da Educação em agosto de 2004 e é desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação, prefeituras municipais e organizações da sociedade civil.
Somente em 2009, 75 mil pessoas foram atendidas, o que corresponde a 14% do total de pessoas não alfabetizadas, segundo os dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios – PNAD- 2008.
A coordenadora do Programa Paraná Alfabetizado, Izabel Cordeiro Ribas, destacou os dois grandes desafios para 2010: “mobilizar as pessoas jovens, adultas e idosas não alfabetizadas, que hoje se encontram dispersas em locais mais distantes, e o auto-reconhecimento das pessoas já alfabetizadas”.
Izabel explicou que é necessária a efetivação da condição de pessoa não alfabetizada para a condição de pessoa leitora e escritora. “Que as pessoas possam declarar para o mundo o orgulho de estar alfabetizado, do prazer de afirmar: eu sei ler e escrever”.
Superação - Em todo o Paraná, o programa contabiliza inúmeras histórias de superação. São pessoas que pararam de estudar ou nunca frequentaram os bancos escolares, mas nunca perderam a vontade de aprender a ler e escrever.
José Batista Teixeira, 67 anos, e a esposa Izolina da Silva Teixeira, 61 anos, do município de Marumbi, não puderam estudar na idade certa. Ele precisava ajudar os pais na roça e ela, segundo seus pais, não precisava aprender a ler e a escrever. “As meninas só precisavam saber lavar, passar e cozinhar para arranjar um bom casamento”, contou dona Izolina.
O casal foi convidado a participar do programa e também cedeu a moradia, na zona rural onde vivem, para que os vizinhos pudessem aprender junto com eles. “Hoje estamos alfabetizados e queremos continuar aprendendo”, disse seu José Batista.
José Emilio Silveira, 84 anos, foi outro aluno que colocou a própria residência à disposição para uma turma do programa em Marumbi. Durante oito meses, ele e o filho dividiram com os vizinhos a vontade de ser alfabetizados. “O professor teve muita paciência e assim tudo ficou mais fácil”, lembrou.
Exemplo de dedicação, Izolino Antonio Rodrigues, 99 anos, aluno de Arapongas, participou com orgulho da sua formatura no Paraná Alfabetizado. Filho de agricultores, como a maioria dos jovens, adultos e idosos que participam do programa, não pôde estudar quando era jovem, pois precisava trabalhar na lavoura com os pais.
Agora alfabetizado e com a ajuda da neta, seu Izolino decidiu escrever um livro sobre a sua vida, onde pretende registrar os fatos marcantes da sua trajetória.
A aluna Maria Baro Fregulia Bonassa, 60 anos, destacou a importância dos estudos e lembrou a recente formatura como um dia inesquecível. “Fizemos a nossa formatura e a nossa professora ficou tão feliz quanto nós. São pessoas boas que nos ensinam”.
A alfabetizadora do Núcleo de Educação de Dois Vizinhos, Rosangela da Rosa Clein, há um ano no programa, contou da satisfação de ser educadora. “A alegria de vê-los lendo e a experiência que adquirimos são gratificantes. Aprendemos com nossos alunos. Trabalhar no programa é uma honra para mim”, disse.
A Secretaria de Estado da Educação investe em capacitação de professores, distribuição de material e livro didático para alunos e alfabetizadores. Além disso, conta com a mobilização de toda a sociedade.
A população está sendo chamada a participar dessa mobilização em prol da alfabetização. As pessoas devem encaminhar seus parentes, amigos, conhecidos em geral, que não tiveram a oportunidade de aprender a ler e escrever, às escolas públicas mais próximas para cadastrá-los em turmas de alfabetização.
O programa - O Programa Paraná Alfabetizado foi criado pela Secretaria de Estado da Educação em agosto de 2004 e é desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação, prefeituras municipais e organizações da sociedade civil.


