Paraná oferece educação com qualificação profissional aos jovens do campo 04/05/2010 - 16:05
As políticas públicas que o Paraná oferece aos jovens do campo foram apresentadas durante a Escola de Governo, nesta terça-feira (4), em Curitiba. Wagner Roberto do Amaral, chefe do Departamento da Diversidade (DEDI) da Secretaria de Estado da Educação (SEED), explicou como funciona o processo de escolarização e qualificação profissional dos jovens que ingressam no programa Projovem Campo Saberes da Terra.
Amaral ressaltou que o programa avalia que o jovem do campo é um sujeito fundamental para o desenvolvimento sustentável da região onde mora. “A educação de jovens e adultos tem sido pensada de forma integrada com a educação profissional. O Projovem Campo, combinado com outras políticas de desenvolvimento da agricultura familiar, vem mostrando que é lá no campo que a juventude pode e deve ter lugar”, disse. Ele acredita que é possível e necessária a articulação entre a educação escolar, a qualificação profissional e a vida no campo.
O chefe do DEDI explicou ainda que o programa tenta reverter o quadro da migração de jovens do campo para a cidade. “Os jovens que vem para as turmas do Projem Campo, além de concluir o ensino fundamental, recebem a certificação como agentes de desenvolvimento do campo”, afirmou, alertando para o fato de que os alunos recebem a qualificação profissional por meio de técnicos agrícolas que são contratados e preparados pela SEED.
Outro ponto de destaque no programa é a parceria para a formação dos professores. “Articulada com a ação de formação técnica e escolarização dos alunos, o Projovem mantém parceria com as universidades. No nosso caso, com a Universidade Federal do Paraná, setor Litoral, para tornar os professores e técnicos agrícolas especialistas em educação no campo”, explica Amaral. Ao mesmo tempo que os alunos aprendem na educação de jovens e adultos e saem com certificado de qualificação profissional, os professores também recebem certificado como especialistas em educação do campo. “Essa é a proposta de formação continuada”, enfatizou.
Programa - O ProJovem Campo Saberes da Terra oferece qualificação profissional e escolarização a jovens agricultores familiares de 18 a 29 anos que não concluíram o ensino fundamental. O programa visa ampliar o acesso e a qualidade da educação a essa parcela da população historicamente excluída do processo educacional, respeitando as características, as necessidades e a pluralidade de gênero, étnico-racial, cultural, geracional, política, econômica, territorial e produtiva dos povos do campo.
As instituições envolvidas no Projovem Campo são a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), do Ministério da Educação, e os Departamentos da Diversidade e Educação e Trabalho da Secretaria de Estado da Educação.
Estrutura - As aulas do Projovem Campo funcionam em regime de alternância. Os jovens, filhos de pequenos agricultores, saem de suas propriedades e, na escola, fazem a articulação dos saberes tradicionais dos pais e avós com os adquiridos na escola. Amaral lembrou que o jovem ainda passa pelo estágio de formação profissional. “O técnico agrícola da equipe pedagógica que trabalha com o aluno em sala de aula, também participa das atividades nas propriedades rurais dando orientação aos familiares deste aluno”.
O desenvolvimento sustentável e solidário, com enfoque territorial, é um dos eixos de sustentação do programa. “Nossas turmas estão concentradas nos territórios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), escolhidas pelos governos federal e estadual, a fim de elevar esse índice”, destacou Amaral. Ele destacou ainda a atuação da SEED nos territórios do Vale da Ribeira e de Cantuquiriguaçu. “Temos 1.112 alunos nas 51 turmas e dessas 43. São 41 municípios nestes dois territórios”, disse.
Amaral ressaltou que o programa avalia que o jovem do campo é um sujeito fundamental para o desenvolvimento sustentável da região onde mora. “A educação de jovens e adultos tem sido pensada de forma integrada com a educação profissional. O Projovem Campo, combinado com outras políticas de desenvolvimento da agricultura familiar, vem mostrando que é lá no campo que a juventude pode e deve ter lugar”, disse. Ele acredita que é possível e necessária a articulação entre a educação escolar, a qualificação profissional e a vida no campo.
O chefe do DEDI explicou ainda que o programa tenta reverter o quadro da migração de jovens do campo para a cidade. “Os jovens que vem para as turmas do Projem Campo, além de concluir o ensino fundamental, recebem a certificação como agentes de desenvolvimento do campo”, afirmou, alertando para o fato de que os alunos recebem a qualificação profissional por meio de técnicos agrícolas que são contratados e preparados pela SEED.
Outro ponto de destaque no programa é a parceria para a formação dos professores. “Articulada com a ação de formação técnica e escolarização dos alunos, o Projovem mantém parceria com as universidades. No nosso caso, com a Universidade Federal do Paraná, setor Litoral, para tornar os professores e técnicos agrícolas especialistas em educação no campo”, explica Amaral. Ao mesmo tempo que os alunos aprendem na educação de jovens e adultos e saem com certificado de qualificação profissional, os professores também recebem certificado como especialistas em educação do campo. “Essa é a proposta de formação continuada”, enfatizou.
Programa - O ProJovem Campo Saberes da Terra oferece qualificação profissional e escolarização a jovens agricultores familiares de 18 a 29 anos que não concluíram o ensino fundamental. O programa visa ampliar o acesso e a qualidade da educação a essa parcela da população historicamente excluída do processo educacional, respeitando as características, as necessidades e a pluralidade de gênero, étnico-racial, cultural, geracional, política, econômica, territorial e produtiva dos povos do campo.
As instituições envolvidas no Projovem Campo são a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), do Ministério da Educação, e os Departamentos da Diversidade e Educação e Trabalho da Secretaria de Estado da Educação.
Estrutura - As aulas do Projovem Campo funcionam em regime de alternância. Os jovens, filhos de pequenos agricultores, saem de suas propriedades e, na escola, fazem a articulação dos saberes tradicionais dos pais e avós com os adquiridos na escola. Amaral lembrou que o jovem ainda passa pelo estágio de formação profissional. “O técnico agrícola da equipe pedagógica que trabalha com o aluno em sala de aula, também participa das atividades nas propriedades rurais dando orientação aos familiares deste aluno”.
O desenvolvimento sustentável e solidário, com enfoque territorial, é um dos eixos de sustentação do programa. “Nossas turmas estão concentradas nos territórios de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), escolhidas pelos governos federal e estadual, a fim de elevar esse índice”, destacou Amaral. Ele destacou ainda a atuação da SEED nos territórios do Vale da Ribeira e de Cantuquiriguaçu. “Temos 1.112 alunos nas 51 turmas e dessas 43. São 41 municípios nestes dois territórios”, disse.


