Professores aprendem Educação Física adaptada aos alunos cegos 26/11/2009 - 16:50
Para vivenciar a realidade dos alunos cegos, os professores do curso Educação Física Adaptada ao Deficiente Visual fazem as atividades com os olhos vendados. “A idéia é alertar os professores sobre a importância de atividades físicas para o desenvolvimento do aluno com deficiência visual”, afirma a técnica-pedagógica do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional da Secretaria da Educação, Miria de Souza Fagundes. O curso acontece nesta semana, de terça (24) até sexta-feira (27), no Colégio Estadual Eleodoro Ébano Pereira, em Cascavel.
Segundo ela, todos professores participantes têm em suas turmas alunos cegos ou com baixa visão e muitas vezes não sabem como incluí-los nas atividades. “O curso oferece teoria e prática intensiva a estes professores para que levem o aprendizado até as escolas e desta forma tornem as aulas de Educação Física mais produtivas e inclusivas”.
“Até hoje em algumas escolas, os alunos com deficiência visual ficam na biblioteca ou sentados na quadra no horário da aula de educação física” conta Miria Fagundes. Ela destaca a importância de orientar os professores e propor a utilização de material adequado ou auxílio de um guia vidente.
Conscientizar o professor da importância de seu papel, não apenas como transmissor, mas também como instigador do conhecimento é mais uma meta do evento. Miria Fagundes afirma que um bom trabalho nas aulas de educação física traz benefícios e progressos não só no ambiente escolar, mas em todas os aspectos da vida do aluno. “Com conhecimento e domínio do corpo, eles podem utilizar o movimento controlado como meio de compreensão daquilo que os cercam e interagir com autonomia e segurança”.
O professor Odair Rodrigues da Sala de Recurso Multifuncional da Escola Estadual Leopoldino Loureiro Ferreira diz que o trabalho do professor de Educação Física consiste também em ampliar a experiência motora da criança. “O desafio está em criar mecanismos respeitando a individualidade de cada um e propiciar condições favoráveis à trajetória acadêmica e independência”.
Ele afirma que o aluno com deficiência visual pode apresentar defasagem nos seguintes aspectos: equilíbrio, mobilidade, coordenação motora, lateralização, direcionalidade, resistência física e tônus muscular . “É importante que os professores conheçam o tipo de deficiência de cada aluno bem como as funções e estruturas atingidas para que possam fazer um planejamento eficiente de aula”.
Segundo Odair Rodrigues, com um bom planejamento, a Educação Física adaptada atinge seu objetivo e proporciona aos alunos melhor qualidade de vida, socialização, bem estar e consciência corporal. A professora de Educação Física do Colégio Jardim Consolato Eliurde Vieira conta que a convivência com os alunos que apresentam deficiência visual é um aprendizado e pretende se aperfeiçoar para trabalhar melhor com eles. “É muito gratificante estimulá-los a descobrir seu potencial”
O evento é promovido pelo Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional (DEEIN) da Secretaria de Estado da Educação em parceria com a Escola Estadual Leopoldino Loureiro Ferreira , situada em Cambé.
O próximo curso de formação continuada - Educação Física Adaptada ao Deficiente Visual acontece em dezembro, em Francisco Beltrão. O Paraná tem 211 Centros de Atendimento Especializado para Deficientes Visuais que atendem 2.382 alunos com baixa visão e 702 cegos, no contraturno. Lá, eles aprendem a utilizar Braille, Soroban, além de receber apoio à escolaridade com serviço itinerante, educação infantil especializada e atividade de vida autônoma e social.
Segundo ela, todos professores participantes têm em suas turmas alunos cegos ou com baixa visão e muitas vezes não sabem como incluí-los nas atividades. “O curso oferece teoria e prática intensiva a estes professores para que levem o aprendizado até as escolas e desta forma tornem as aulas de Educação Física mais produtivas e inclusivas”.
“Até hoje em algumas escolas, os alunos com deficiência visual ficam na biblioteca ou sentados na quadra no horário da aula de educação física” conta Miria Fagundes. Ela destaca a importância de orientar os professores e propor a utilização de material adequado ou auxílio de um guia vidente.
Conscientizar o professor da importância de seu papel, não apenas como transmissor, mas também como instigador do conhecimento é mais uma meta do evento. Miria Fagundes afirma que um bom trabalho nas aulas de educação física traz benefícios e progressos não só no ambiente escolar, mas em todas os aspectos da vida do aluno. “Com conhecimento e domínio do corpo, eles podem utilizar o movimento controlado como meio de compreensão daquilo que os cercam e interagir com autonomia e segurança”.
O professor Odair Rodrigues da Sala de Recurso Multifuncional da Escola Estadual Leopoldino Loureiro Ferreira diz que o trabalho do professor de Educação Física consiste também em ampliar a experiência motora da criança. “O desafio está em criar mecanismos respeitando a individualidade de cada um e propiciar condições favoráveis à trajetória acadêmica e independência”.
Ele afirma que o aluno com deficiência visual pode apresentar defasagem nos seguintes aspectos: equilíbrio, mobilidade, coordenação motora, lateralização, direcionalidade, resistência física e tônus muscular . “É importante que os professores conheçam o tipo de deficiência de cada aluno bem como as funções e estruturas atingidas para que possam fazer um planejamento eficiente de aula”.
Segundo Odair Rodrigues, com um bom planejamento, a Educação Física adaptada atinge seu objetivo e proporciona aos alunos melhor qualidade de vida, socialização, bem estar e consciência corporal. A professora de Educação Física do Colégio Jardim Consolato Eliurde Vieira conta que a convivência com os alunos que apresentam deficiência visual é um aprendizado e pretende se aperfeiçoar para trabalhar melhor com eles. “É muito gratificante estimulá-los a descobrir seu potencial”
O evento é promovido pelo Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional (DEEIN) da Secretaria de Estado da Educação em parceria com a Escola Estadual Leopoldino Loureiro Ferreira , situada em Cambé.
O próximo curso de formação continuada - Educação Física Adaptada ao Deficiente Visual acontece em dezembro, em Francisco Beltrão. O Paraná tem 211 Centros de Atendimento Especializado para Deficientes Visuais que atendem 2.382 alunos com baixa visão e 702 cegos, no contraturno. Lá, eles aprendem a utilizar Braille, Soroban, além de receber apoio à escolaridade com serviço itinerante, educação infantil especializada e atividade de vida autônoma e social.


