Profissionais elogiam trabalho voltado à diversidade no Paraná 09/02/2010 - 16:39
Os participantes do Curso de Formação Continuada de Educação e Diversidade, que estão reunidos em Curitiba até a próxima quinta-feira (11), tiveram um dia movimentado. Durante toda esta terça-feira, palestrantes conversaram e debateram temas como diversidade cultural, os diferentes sujeitos na sociedade e a invisibilidade política.
“O papel do Paraná sem dúvida serve de referência para o restante do país, porque é importante que as leis sejam conquistadas, mas não devem cair no esquecimento, num discurso ideológico e vazio e aqui me parece que já está bem avançado”, disse a professora Neusa Maria Gusmão, da Universidade de Campinas, que é antropóloga, trabalha com Antropologia da Educação, professora da Universidade de Campinas e atua diretamente com as populações negras.
Ela debateu sobre as diferentes concepções sobre de diversidade cultural, tendências e perspectivas teóricas existentes, buscando refleti-las a partir dos contextos de desigualdade social e mediante o espaço escolar.
Autora do livro: Os Filhos da África: Antropologia, Multiculturalidade e Educação, que foi adotado como parte da formação de professores em vários estados brasileiros, em função da lei 10.639 que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana na Educação do Ensino Fundamental e Médio.
Para ela, a preocupação efetiva com a educação e diversidade que o Paraná tem é muito comentada em outros estados. “O papel do Paraná sem dúvida serve de referência para o restante do país, porque é importante que as leis sejam conquistadas, mas não devem cair no esquecimento, num discurso ideológico e vazio e aqui me parece que já está bem avançado”, disse a docente.
A professora salientou que na maioria dos casos existe uma preocupação discursiva com o chamado direito a diversidade, algumas práticas localizadas em alguns lugares, mas são promovidas pelos próprios grupos de movimentos sociais, tentando cobrir as falhas. “Na prática, não percebo grande avanço, há cursos de formação continuada, cursos, mas não me parece uma preocupação semelhante como a do estado do Paraná”, conclui.
Outro assunto abordado no encontro foi quem são estes sujeitos e a invisibilidade pública. O psicólogo Fernando Braga expôs aos participantes um pouco sobre o conceito de invisibilidade pública, quais as causas do ocultamento, preconceito e indiferença dos diferentes sujeitos na escola.
“O estado de São Paulo é extremamente conservador, em geral não são colocadas essas discussões estabelecidas aqui, como temas fundamentais. Por isso fico preocupado que isso não seja discutido em âmbito de políticas públicas, e ai a gente se dá conta do quanto a gente está atrasado”, disse Braga.
Fernando Braga é psicólogo social, formado pela Universidade de São Paulo, autor do livro: Homens Invisíveis, relatos de uma obrigação social. Em sua fala, Braga buscou consolidar a compreensão da escola como reprodutora de um modelo social segregacionista, classista, onde não se pode mais amar o outro. “Só posso amar a mim mesmo. Porque se eu não considero o diferente como alguém, eu dispenso todas as possibilidades de me relacionar com ele”, concluiu.
“O papel do Paraná sem dúvida serve de referência para o restante do país, porque é importante que as leis sejam conquistadas, mas não devem cair no esquecimento, num discurso ideológico e vazio e aqui me parece que já está bem avançado”, disse a professora Neusa Maria Gusmão, da Universidade de Campinas, que é antropóloga, trabalha com Antropologia da Educação, professora da Universidade de Campinas e atua diretamente com as populações negras.
Ela debateu sobre as diferentes concepções sobre de diversidade cultural, tendências e perspectivas teóricas existentes, buscando refleti-las a partir dos contextos de desigualdade social e mediante o espaço escolar.
Autora do livro: Os Filhos da África: Antropologia, Multiculturalidade e Educação, que foi adotado como parte da formação de professores em vários estados brasileiros, em função da lei 10.639 que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana na Educação do Ensino Fundamental e Médio.
Para ela, a preocupação efetiva com a educação e diversidade que o Paraná tem é muito comentada em outros estados. “O papel do Paraná sem dúvida serve de referência para o restante do país, porque é importante que as leis sejam conquistadas, mas não devem cair no esquecimento, num discurso ideológico e vazio e aqui me parece que já está bem avançado”, disse a docente.
A professora salientou que na maioria dos casos existe uma preocupação discursiva com o chamado direito a diversidade, algumas práticas localizadas em alguns lugares, mas são promovidas pelos próprios grupos de movimentos sociais, tentando cobrir as falhas. “Na prática, não percebo grande avanço, há cursos de formação continuada, cursos, mas não me parece uma preocupação semelhante como a do estado do Paraná”, conclui.
Outro assunto abordado no encontro foi quem são estes sujeitos e a invisibilidade pública. O psicólogo Fernando Braga expôs aos participantes um pouco sobre o conceito de invisibilidade pública, quais as causas do ocultamento, preconceito e indiferença dos diferentes sujeitos na escola.
“O estado de São Paulo é extremamente conservador, em geral não são colocadas essas discussões estabelecidas aqui, como temas fundamentais. Por isso fico preocupado que isso não seja discutido em âmbito de políticas públicas, e ai a gente se dá conta do quanto a gente está atrasado”, disse Braga.
Fernando Braga é psicólogo social, formado pela Universidade de São Paulo, autor do livro: Homens Invisíveis, relatos de uma obrigação social. Em sua fala, Braga buscou consolidar a compreensão da escola como reprodutora de um modelo social segregacionista, classista, onde não se pode mais amar o outro. “Só posso amar a mim mesmo. Porque se eu não considero o diferente como alguém, eu dispenso todas as possibilidades de me relacionar com ele”, concluiu.


