Programa contra evasão escolar faz 8.500 alunos voltarem às salas de aula 28/10/2009 - 16:30
Cerca de 8.500 alunos retornaram para as salas de aula com o programa de combate à evasão escolar Fica Comigo, desenvolvido no primeiro semestre. “Garantir a permanência da criança na escola é um dos principais objetivos da Secretaria da Educação”, afirma a secretária Yvelise Arco-Verde.
Desde 2005, o Programa Mobilização para a Inclusão Escolar e a Valorização da Vida instituiu nas escolas a ficha de comunicação do aluno ausente (Fica), utilizada para detectar e acompanhar os casos de evasão e fazer com que o aluno volte a frequentar as aulas. A antiga cartilha do programa passou recentemente por reformulações e é chamada de Manual do Programa Fica. Em breve, será entregue aos núcleos regionais de Educação.
O manual traz elementos que fundamentam os motivos que levam à evasão e proporciona aos pedagogos melhores condições de planejar ações na busca de soluções para o problema. Indisciplina, transferência de moradia, defasagem entre série e idade são as principais causas de evasão no Paraná.
Só no primeiro semestre deste ano, aproximadamente 16 mil fichas foram preenchidas com 52% de êxito nas ações desenvolvidas. “O êxito do programa depende também da articulação dos núcleos regionais em busca de suporte na Secretaria e na Rede de Proteção da Criança e da Juventude do Município”, diz a coordenadora de gestão escolar da Secretaria, Elisane Fank.
REGISTROS – A ficha é preenchida pelo professor, caso o aluno se ausente por cinco dias consecutivos ou sete dias alternados no mês, sem justificativa. Depois, o professor comunica a equipe pedagógica do colégio que entra em contato com a família ou responsável para saber o que está acontecendo. “Normalmente é possível entender o motivo da evasão neste primeiro contato. Em último caso, não obtendo êxito, a escola vai até a casa do aluno”, afirma a pedagoga do Colégio Estadual Tiradentes, da cidade de Umuarama, Rosana Vasconcelos Vito.
Depois de ouvir a família, a pedagoga conversa com o aluno para entender o que o levou àquele comportamento. “Explicamos o papel essencial da escola para o futuro de cada um deles e a importância de estar presente nas aulas para acompanhar e entender o conteúdo”, explica Rosana.
O manual e a ficha se complementam para auxiliar a escola. “O programa realmente funciona e tem resultado, pois compreendendo a realidade do aluno podemos ajudá-lo e trazê-lo de volta à sala de aula.”
“A Secretaria da Educação proporciona ainda, em parceria com a Secretaria da Criança e da Juventude, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Ministério Público, reuniões e encontros de formação continuada para orientar técnicos e pedagogos dos núcleos regionais”, completa Elisane.
TUTELAR – Apenas quando se esgotam as alternativas de resolução dentro da escola, a ficha do aluno segue para o Conselho Tutelar. Não obtendo sucesso, segue para o Ministério Público. “A contenção da evasão escolar é um eficaz instrumento de prevenção e combate à violência e à imensa desigualdade social, beneficiando assim toda a sociedade”, afirma o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Proteção as Crianças e Adolescentes (Caopca), promotor Murillo Digiácomo.
Desde o início do ano, a Secretaria da Educação, as escolas e os núcleos regionais acompanham, por meio do Sere (Sistema de Registro Escolar da Secretaria da Educação), os índices de evasão dos alunos na escola. Este acompanhamento tem o compromisso público de prestar contas à sociedade civil dos casos de alunos em idade escolar ausentes. Assim, a Secretaria confirma a concepção democrática de escola como direito de todos.
O programa faz parte da Coordenação de Gestão Escolar vinculada à Diretoria de Políticas e Programas Educacionais (DPPE) e em parceria com o Ministério Público.
Saiba mais...
Contribuição enviada por Rogério Lima:
Obrigatoriedade da carteirinha ajuda a diminuir a evasão escolar
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Desde 2005, o Programa Mobilização para a Inclusão Escolar e a Valorização da Vida instituiu nas escolas a ficha de comunicação do aluno ausente (Fica), utilizada para detectar e acompanhar os casos de evasão e fazer com que o aluno volte a frequentar as aulas. A antiga cartilha do programa passou recentemente por reformulações e é chamada de Manual do Programa Fica. Em breve, será entregue aos núcleos regionais de Educação.
O manual traz elementos que fundamentam os motivos que levam à evasão e proporciona aos pedagogos melhores condições de planejar ações na busca de soluções para o problema. Indisciplina, transferência de moradia, defasagem entre série e idade são as principais causas de evasão no Paraná.
Só no primeiro semestre deste ano, aproximadamente 16 mil fichas foram preenchidas com 52% de êxito nas ações desenvolvidas. “O êxito do programa depende também da articulação dos núcleos regionais em busca de suporte na Secretaria e na Rede de Proteção da Criança e da Juventude do Município”, diz a coordenadora de gestão escolar da Secretaria, Elisane Fank.
REGISTROS – A ficha é preenchida pelo professor, caso o aluno se ausente por cinco dias consecutivos ou sete dias alternados no mês, sem justificativa. Depois, o professor comunica a equipe pedagógica do colégio que entra em contato com a família ou responsável para saber o que está acontecendo. “Normalmente é possível entender o motivo da evasão neste primeiro contato. Em último caso, não obtendo êxito, a escola vai até a casa do aluno”, afirma a pedagoga do Colégio Estadual Tiradentes, da cidade de Umuarama, Rosana Vasconcelos Vito.
Depois de ouvir a família, a pedagoga conversa com o aluno para entender o que o levou àquele comportamento. “Explicamos o papel essencial da escola para o futuro de cada um deles e a importância de estar presente nas aulas para acompanhar e entender o conteúdo”, explica Rosana.
O manual e a ficha se complementam para auxiliar a escola. “O programa realmente funciona e tem resultado, pois compreendendo a realidade do aluno podemos ajudá-lo e trazê-lo de volta à sala de aula.”
“A Secretaria da Educação proporciona ainda, em parceria com a Secretaria da Criança e da Juventude, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Ministério Público, reuniões e encontros de formação continuada para orientar técnicos e pedagogos dos núcleos regionais”, completa Elisane.
TUTELAR – Apenas quando se esgotam as alternativas de resolução dentro da escola, a ficha do aluno segue para o Conselho Tutelar. Não obtendo sucesso, segue para o Ministério Público. “A contenção da evasão escolar é um eficaz instrumento de prevenção e combate à violência e à imensa desigualdade social, beneficiando assim toda a sociedade”, afirma o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Proteção as Crianças e Adolescentes (Caopca), promotor Murillo Digiácomo.
Desde o início do ano, a Secretaria da Educação, as escolas e os núcleos regionais acompanham, por meio do Sere (Sistema de Registro Escolar da Secretaria da Educação), os índices de evasão dos alunos na escola. Este acompanhamento tem o compromisso público de prestar contas à sociedade civil dos casos de alunos em idade escolar ausentes. Assim, a Secretaria confirma a concepção democrática de escola como direito de todos.
O programa faz parte da Coordenação de Gestão Escolar vinculada à Diretoria de Políticas e Programas Educacionais (DPPE) e em parceria com o Ministério Público.
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