Projeto Segurança Social é discutido no Colégio Iara Bergmann 24/11/2009 - 15:30

O Projeto Segurança Social reuniu professores e patrulha escolar no Colégio Estadual Iara Bergmann, na Vila Osternack, em Curitiba, neste sábado (21), para discutir e traçar diretrizes de como enfrentar a violência na comunidade. De acordo com a coordenadora do programa, major Karen Denise Krasinski, esse projeto, da Polícia Militar, tem como objetivo aproximar a sociedade civil organizada, os órgãos do Estado e as comunidades mais fragilizadas.
A major Karen explica que este é um projeto pioneiro, instituído pelo coronel Anselmo Oliveira, ex-comandante da PM. “Começamos no bairro Osternack, devido aos índices de criminalidade. Havia taxas de homicídios muito altas que preocupavam, por isso, o projeto começou lá”, esclarece. Segundo ela, o trabalho acontece há quase um ano e os índices criminais baixaram significativamente devido à participação da comunidade e de muitos parceiros.
O projeto é uma parceria entre as secretarias estaduais da Segurança Pública, do Trabalho e da Educação. Fátima Claro, técnico-pedagógica da SEED, ressalta que o trabalho acontece em conjunto: “Trabalhamos em parceria buscando alternativas de enfrentamento à violência. A Patrulha Escolar faz uma atividade preventiva dentro da escola.”
Sandro Cavalieri Savóia, coordenador dos Desafios Educacionais Contemporâneos, DPPE/Seed, explica que a intenção é discutir questões referentes à violência e à indisciplina junto com a comunidade escolar e a Polícia Militar: “Estamos trabalhando com a parte conceitual da violência, diferenciando violência e indisciplina e sugerindo encaminhamentos em cada um desses casos, que também passa pelo processo pedagógico”.
Cavalieri ainda ressalta que os professores, ao trabalharem com a comunidade da Vila Osternack, fazem a ponte e a intermediação do projeto na comunidade. “Quando se discute a violência e a indisciplina na escola ocorre uma repercussão maior porque depois os professores trabalham essas questões com os alunos”. Para colaborar com as discussões em sala de aula, a Seed disponibiliza material didático à escola, como os cadernos temáticos sobre o Enfrentamento à Violência na Escola; a Prevenção ao Uso Indevido de Drogas; Gestão Escolar, entre outros.
A comunidade tem participado ativamente deste projeto. Os professores e os policiais trocam experiências e trabalham em parceria. Para a major Karen, os professores são quem mais conseguem acesso na divulgação do trabalho entre os jovens. “Nada melhor do que ter a escola como estrutura básica de apoio ao nosso projeto. Por meio dela, nós conseguimos difundir o Projeto Segurança Social, ela é o ponto base de transformação dessa comunidade”, destaca a Major.
A Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social (SETP) também participa do projeto ofertando alguns cursos para a comunidade, com a finalidade de capacitar as pessoas para o mercado de trabalho. Nesse final de semana, foi realizado um curso de informática na escola Iara Bergmann para aproximadamente 40 jovens.
Paulo Antonio Ferreira, diretor do Colégio Estadual Iara Bergmann, avisa que o projeto não é restrito à escola. “Ele abrange toda a comunidade e como a escola representa a Secretaria da Educação aqui no bairro, ela tem um papel fundamental. A segurança também se atinge por meio da educação”.
Fátima Claro, técnico-pedagógica da Seed, avalia positivamente o resultado do encontro. “Abordamos o problema da violência e indisciplina de uma forma pedagógica. O nosso objetivo é refletir, buscar soluções, alternativas para resolver as situações que envolvem toda a comunidade”. Segundo Fátima, é por meio da informação, do estudo, das discussões entre educadores que alternativas serão encontradas para solucionar os problemas referentes à violência.