Representantes da Seed participam da Parada da Diversidade, em Curitiba 28/09/2009 - 18:25
A Secretaria da Educação (Seed) esteve presente na Parada da Diversidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) que aconteceu neste domingo (27) em Curitiba. A superintendente da Educação, Alayde Digiovanni, explica que para garantir acesso universal e a permanência dos alunos, com uma educação de qualidade, é preciso que não ocorra nenhum tipo de discriminação ou de preconceito dentro das escolas.
Para a superintendente a questão da diversidade sexual é um dos preconceitos que afeta bastantes jovens e adultos que, às vezes, não retornam aos estudos em função do não entendimento das pessoas, que estão na escola, da condição deles em poder ser diversos. “Neste sentido é muito importante que a educação participe destes debates para garantir os direitos destes cidadãos paranaenses”, comenta Alayde.
A presença da Seed na manifestação é devido a sua participação no Fórum Paranaense de Gênero e Diversidade Sexual, por meio do Departamento da Diversidade (Dedi), com representantes do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (NGDS) e do Núcleo de Educação das Relações Étnicorraciais e Afrodescendência (NEREA).
O chefe do Dedi, Wagner Roberto do Amaral, ressalta que o apoio institucional da SEED à Parada é devido a alguns objetivos comuns, um deles é o de garantir a visibilidade aos diferentes sujeitos da diversidade. “Chamando atenção da população, da sociedade civil do próprio Estado para que reconheçamos e respeitemos pessoas que são diferentes e que desejam ser gente como todas as outras gentes na realidade e no contexto em que vivemos”.
Amaral diz que outra questão seria denunciar situações de violência que acontecem junto à população LGBT. “É preciso que políticas públicas sejam efetivadas para superar esta realidade que não é um fenômeno de dignidade ou cidadania”. Para ele o fato de a Seed mostrar o apoio institucional possibilita que este respeito seja maior por parte da sociedade, além de oferecer proteção ou garantia de direito do Estado para este sujeito da diversidade.
O papel da escola, para Amaral é ter um caráter inclusivo e não de perversidade excludente. “Estamos aqui para isso. Para que a cidadania neste momento da Parada se revele que o direito se efetive dando sentido a este momento da história destes sujeitos”, conclui.
Segundo Dayana Brunetto Carlin dos Santos, coordenadora do NGDS, a função social da Educação consiste em garantir o direito de todas as pessoas estarem nas escolas públicas independente da sua orientação sexual e/ou identidade de gênero. Ela ressalta que a Secretaria tem realizado ações neste sentido. “Trabalhamos principalmente na formação continuada de professoras e professores, além da produção de material de apoio pedagógico com enforque no enfrentamento do sexismo, da homofobia e do racismo nas escolas públicas estaduais do Paraná”.
A coordenadora ainda destaca como históricos a participação e o apoio da Seed à Parada, fato que demonstra o estabelecimento de um canal permanente de diálogo entre a gestão estadual da educação e os movimentos sociais, na perspectiva da gestão democrática das políticas de educação das relações de gênero e diversidade sexual.
Para Maria Rita de Assis Cesar, professora do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro Núcleo de Estudos de Gênero, a participação da Educação é fundamental porque na escola há uma necessidade de se trabalhar com a questão da diversidade sexual e com a do fim do preconceito em relação à sexualidade. “A Educação tem que estar presente em momentos como a Parada, as representantes da educação estão aqui justamente para mostrar esta necessidade de professoras e professores se engajarem e por meio da implementação de políticas públicas apoiadas por cursos de formação continuada superar o preconceito e a discriminação”.
O professor do Departamento de Filosofia da UFPR, André Duarte comenta que a relevância da Educação está em mostrar a diversidade e questionar preconceito. “O preconceito é histórico, datado, e precisa ser superado, e a melhor maneira de fazer isto é sempre participando dos movimentos e discutindo as questões em sala da aula”. O professor revelou que tem visto nas ações da Secretaria, por meio do NGDS, um crescimento da valorização da diversidade, o que considera muito importante.
Participam do Fórum Paranaense de Gênero e Diversidade Sexual o Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (NGDS), Núcleo de Educação das Relações Étnicorraciais e Afrodescendência (NEREA), ambos da Seed; Secretaria de Gênero e Promoção da Igualdade Racial da APP Sindicato; Marcha Mundial das Mulheres; Liga Brasileira de Lésbicas (LBL); Instituto de Pesquisa da Afrodescendência (Ipad Brasil); Conselho Regional de Serviço Social (CRSS/PR); Núcleo de Estudos de Gênero da Universidade Federal do Paraná (UFPR); Grupo de Estudos de Gênero da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Associação Brasileira de Gay, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais; Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz); e Aliança Pela Cidadania LGBT (Grupo Dignidade, Dom da Terra, Transgrupo Marcela Prado, Artemis, Centro Paranaense de Cidadania - Cepac e Associação Paranaense da Parada da Diversidade -APPAD).
Para a superintendente a questão da diversidade sexual é um dos preconceitos que afeta bastantes jovens e adultos que, às vezes, não retornam aos estudos em função do não entendimento das pessoas, que estão na escola, da condição deles em poder ser diversos. “Neste sentido é muito importante que a educação participe destes debates para garantir os direitos destes cidadãos paranaenses”, comenta Alayde.
A presença da Seed na manifestação é devido a sua participação no Fórum Paranaense de Gênero e Diversidade Sexual, por meio do Departamento da Diversidade (Dedi), com representantes do Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (NGDS) e do Núcleo de Educação das Relações Étnicorraciais e Afrodescendência (NEREA).
O chefe do Dedi, Wagner Roberto do Amaral, ressalta que o apoio institucional da SEED à Parada é devido a alguns objetivos comuns, um deles é o de garantir a visibilidade aos diferentes sujeitos da diversidade. “Chamando atenção da população, da sociedade civil do próprio Estado para que reconheçamos e respeitemos pessoas que são diferentes e que desejam ser gente como todas as outras gentes na realidade e no contexto em que vivemos”.
Amaral diz que outra questão seria denunciar situações de violência que acontecem junto à população LGBT. “É preciso que políticas públicas sejam efetivadas para superar esta realidade que não é um fenômeno de dignidade ou cidadania”. Para ele o fato de a Seed mostrar o apoio institucional possibilita que este respeito seja maior por parte da sociedade, além de oferecer proteção ou garantia de direito do Estado para este sujeito da diversidade.
O papel da escola, para Amaral é ter um caráter inclusivo e não de perversidade excludente. “Estamos aqui para isso. Para que a cidadania neste momento da Parada se revele que o direito se efetive dando sentido a este momento da história destes sujeitos”, conclui.
Segundo Dayana Brunetto Carlin dos Santos, coordenadora do NGDS, a função social da Educação consiste em garantir o direito de todas as pessoas estarem nas escolas públicas independente da sua orientação sexual e/ou identidade de gênero. Ela ressalta que a Secretaria tem realizado ações neste sentido. “Trabalhamos principalmente na formação continuada de professoras e professores, além da produção de material de apoio pedagógico com enforque no enfrentamento do sexismo, da homofobia e do racismo nas escolas públicas estaduais do Paraná”.
A coordenadora ainda destaca como históricos a participação e o apoio da Seed à Parada, fato que demonstra o estabelecimento de um canal permanente de diálogo entre a gestão estadual da educação e os movimentos sociais, na perspectiva da gestão democrática das políticas de educação das relações de gênero e diversidade sexual.
Para Maria Rita de Assis Cesar, professora do Setor de Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e membro Núcleo de Estudos de Gênero, a participação da Educação é fundamental porque na escola há uma necessidade de se trabalhar com a questão da diversidade sexual e com a do fim do preconceito em relação à sexualidade. “A Educação tem que estar presente em momentos como a Parada, as representantes da educação estão aqui justamente para mostrar esta necessidade de professoras e professores se engajarem e por meio da implementação de políticas públicas apoiadas por cursos de formação continuada superar o preconceito e a discriminação”.
O professor do Departamento de Filosofia da UFPR, André Duarte comenta que a relevância da Educação está em mostrar a diversidade e questionar preconceito. “O preconceito é histórico, datado, e precisa ser superado, e a melhor maneira de fazer isto é sempre participando dos movimentos e discutindo as questões em sala da aula”. O professor revelou que tem visto nas ações da Secretaria, por meio do NGDS, um crescimento da valorização da diversidade, o que considera muito importante.
Participam do Fórum Paranaense de Gênero e Diversidade Sexual o Núcleo de Gênero e Diversidade Sexual (NGDS), Núcleo de Educação das Relações Étnicorraciais e Afrodescendência (NEREA), ambos da Seed; Secretaria de Gênero e Promoção da Igualdade Racial da APP Sindicato; Marcha Mundial das Mulheres; Liga Brasileira de Lésbicas (LBL); Instituto de Pesquisa da Afrodescendência (Ipad Brasil); Conselho Regional de Serviço Social (CRSS/PR); Núcleo de Estudos de Gênero da Universidade Federal do Paraná (UFPR); Grupo de Estudos de Gênero da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR); Associação Brasileira de Gay, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais; Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz); e Aliança Pela Cidadania LGBT (Grupo Dignidade, Dom da Terra, Transgrupo Marcela Prado, Artemis, Centro Paranaense de Cidadania - Cepac e Associação Paranaense da Parada da Diversidade -APPAD).


