Secretaria da Educação apoia documento das Apaes do Paraná 09/10/2009 - 18:56

A secretária de Educação Yvelise Arco-Verde recebeu nesta sexta-feira (9) representantes da Federação das Apaes (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) do Estado do Paraná. No encontro, o presidente da instituição, José Turozi entregou documento à secretária e a Angelina Matiskei, chefe do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional (Deein) pedindo apoio para o reconhecimento das escolas de educação especial como escolas de educação básica.
Segundo a secretária, esta solicitação da federação será analisada para que se possa instituir e colocar estas escolas como parte do sistema da educação básica, na modalidade de educação especial. “Faremos todo o esforço para este reconhecimento, mas temos clareza de que este processo seja instruído devidamente, para que não ocorram problemas”.
A secretária ainda comenta que o caminho do processo será apontado pelo Deein, uma vez que existem regras para o reconhecimento. A autorização será iniciada pela Secretaria, mas segue ao Conselho Estadual de Educação para análise, acompanhada pelo Departamento.
O documento formalizado pelas 335 entidades mantenedoras destas escolas é uma reação à resolução do Conselho Nacional de Educação que determina que para a escola receber o Atendimento de Educação Especial (AEE), os alunos devem estar matriculados em instituições de ensino regular. “Não somos contra a inclusão educacional, mas feita de forma abrupta vai contra o princípio humanitário destas pessoas, ao se colocar alunos com deficiência em salas comuns sem existir um preparo adequado”, diz Turozi.
Para o Turozi, a parceria com a Secretaria da Educação (Seed) já possibilita oferecer a estes alunos um ensino de qualidade, mas que o reconhecimento contribuiria com este processo. “Temos o compromisso em primar pela qualidade de ensino, mas queremos um voto de confiança neste processo de reconhecimento. Faremos o possível para cada vez mais assegurar uma educação de qualidade, com respeito, com critérios e com o aval das famílias”.
Segundo Angelina Matiskei, o Poder Público deve assegurar a estes alunos que apresentam altas especificidades um local privilegiado de aprendizagem. “Estes alunos em função das suas peculiaridades demandam apoios intensos e contínuos e espaços especialmente preparados que favoreçam o seu processo de escolaridade”.
Ela lembra que desde 2003, a Secretaria da Educação e a rede conveniada de educação especial intensificaram um trabalho conjunto no sentido de reforçar a escolaridade destes alunos que estão nas escolas de educação especial.
Entre as ações do governo do Paraná que contribuíram para esta mudança estão a realização de concurso público para admissão 5,5 mil professores especialistas, a capacitação de professores, construção do projeto político pedagógico e regimento escolar, a aquisição e entrega de materiais pedagógicos adaptados a essas escolas, beneficiando cerca de 30 mil alunos atendidos pelas Apaes.