Secretaria da Educação debate cultura cigana no Paraná 27/09/2012 - 16:50
O respeito à cultura e ao povos ciganos que vivem do Estado do Paraná foi tema do 1º Encontro de Educação Escolar Cigana, promovido nesta quinta-feira (27) pela Secretaria de Estado da Educação e Associação de Preservação da Cultura Cigana (Apreci), em Curitiba. A proposta é debater a inclusão do assunto nas escolas das redes estadual e municipais de ensino.
O foco do encontro foi o debate sobre a formação dos professores para desfazer os estereótipos criados em torno da cultura cigana. “Esse é um momento parar discutirmos a educação cigana e quebrarmos os mitos criados em volta da cultura desse povo e também para discutirmos como trabalhar os conteúdos das disciplinas respeitando a cultura cigana”, comentou a diretora do Departamento da Diversidade da secretaria, Luciane Vanessa Fagundes Mendes.
O vice-governador e secretário de Estado da Educação, Flávio Arns, reforçou o objetivo de valorizar e levar a cidadania a todas as etnias presentes no estado. “É muito importante acontecer essa articulação, não só na educação, mas em todas as políticas públicas. Todos nós, em conjunto, estamos fazendo um esforço para que cada paranaense seja cidadão”, disse.
O estado do Paraná é pioneiro no país na busca de políticas públicas que valorizem a etnia cigana. “Esse é um momento muito importante para o povo cigano e nós queremos que esse encontro sirva de reflexão para todo o Brasil”, frisou a presidente da Apreci, Tatyane Iovanovitchi.
Cerca de 200 pessoas participam do evento. Uma delas é a professora da rede municipal de Maringá, Adelaide Polidoro Carnelós. Circense de família cigana, para ela a discussão representa um avanço nas políticas públicas para o povo cigano. “Esse encontro é um progresso para que todos tenham seus direitos de cidadão garantidos”, afirmou.
CIGANOS - Atualmente no Brasil existem 600 mil ciganos das etnias rons, siti e colons. No Paraná vivem representantes dos rons, oriundos do Leste europeu e que falam a língua romani. Além deles, existem ciganos colons, oriundos da Espanha e Portugal, que são mais nômades e falam a língua chbio.


