Secretária da Educação é homenageada na Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente 22/09/2009 - 18:09
O resultado da parceria entre as Secretarias de Estado da Educação (Seed) e da Criança e da Juventude (Secj) refletiu em homenagem à Yvelise Arco-Verde nesta segunda-feira (21) durante a cerimônia de abertura da a VII Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, que se realiza até quinta-feira (24), em Curitiba.
Segundo Yvelise Arco-Verde, os educadores não podem ter a ingenuidade de achar que se oferecer a escola para todos, as questões sociais, econômicas e políticas se resolverão. “O investimento na educação sem dúvida vai melhorar a construção da sociedade, especialmente se forem feitas atividades de inserção, de inclusão, o que em alguns casos extrapola o papel da educação”.
Ela disse que construir um processo de qualidade de ensino implica em se trabalhar tanto coletivamente, em parcerias, quanto internamente. “Dentro da Educação é preciso promover uma melhoria da escola com infraestrutura, com uma boa gestão, com uma proposta pedagógica adequada, com a valorização dos profissionais da educação, assim como nas bordas da educação, no seu limite com a saúde, com a segurança pública. A escola não é sozinha”, comenta Yvelise.
A secretária lembrou que uma das preocupações da educação não é apenas o aluno matriculado, mas também aquele que não teve acesso à escola, e neste ponto entra a parceria com a Secj. “O aluno que não chegou à escola, por exemplo, porque é uma criança com necessidades especiais ou por que pertence a uma comunidade historicamente excluída, não se transformando em aluno, mas continua sendo uma criança ou adolescente, então para isso é fundamental a parceria com a Secj que tem com sua lida diária com estas crianças que nos escapam”.
Yvelise diz que não existe outra forma de se trabalhar que não seja de integração entre parcerias para o desenvolvimento de políticas sociais. “O processo de integração é uma forma de se avançar em tarefas e metas para se conseguir vencer as dificuldades sociais e para que se deslumbre a possibilidade de uma transformação social”, conclui.
Para a secretária estadual da Criança e da Juventude, Thelma Alves de Oliveira, o trabalho da sua pasta tem uma interface muito grande com a Educação. “Entre os 10 desafios de um pacto com os secretários estaduais está a inclusão educacional efetiva, implica numa boa escola, num esforço de combate à evasão escolar, na qualidade da educação, na ampliação do tempo escolar, de toda a política que a Seed vem assumindo neste governo”.
Thelma Oliveira lembra que a idéia da inclusão responsável e real vem se consolidando não só como princípio, mas como uma ação prática da Seed. “A nossa visão sobre a participação da Seed, é muito importante porque além deste esforço interno de se fazer uma boa escola e fazer com que todos tenham acesso a esta escola”.
Ela explica que a Secretaria da Educação é parceira em outros projetos, como o ProJovem Urbano, com o qual as escolas cedem os laboratórios de informática, em função de todo avanço tecnológico que a Educação proporcionou para o sistema, além do Programa Atitude que está em 35 comunidades em 10 municípios com o desafio de combater o ciclo de violência contra a criança. Neste programa as escolas também acolhem as equipes da SECJ que trabalham junto com estas comunidades.
Thelma Oliveira ainda ressalta que esta série de ações é vista como compromisso com a infância e adolescência que, muitas vezes por fatores externos, tem uma condição muito desigual e precisam ter o apoio de recurso e programas do governo do estado para que elas posam ter direito à infância e o direto integral à cidadania.
“Cuidar bem da infância significa dar à geração que está vindo a condição de ser melhor cidadã, de poderem construir uma sociedade melhor do que a nossa, é nessa perspectiva que esta política de atendimento à criança e ao adolescente se insere na transformação da sociedade”, finaliza.
A Conferência e o espaço escolar - As diretrizes para as políticas públicas, que serão aplicadas para a próxima década, voltadas à promoção e proteção infanto-juvenil estão sendo discutidas durante a 7ª Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente. Alguns temas ligados à educação são lembrados no evento para serem discutidos.
Lílian Romão, jornalista da revista Viração de São Paulo e Humberto Góes professor e advogado, palestraram acerca do tema: “Participação de crianças e adolescentes em espaços de construção da cidadania”. Ambos chamaram atenção para a necessidade de criação de novos espaços e relações tanto na família como na comunidade e na escola.
“Esta relação começa em casa, no momento em que os pais dão espaço para os filhos participarem e os escutam com atenção e consideração. Quando os pais assumem esta postura, as crianças chegam à escola com uma perspectiva diferente, ou seja, as relações estão ligadas e uma é resultado da outra”, explica Lílian.
“Estamos aqui não porque as crianças e os adolescentes são o futuro, mas porque eles têm idéias importantes que devem ser ouvidas e consideradas não só por colegas da mesma faixa etária, mas pelos adultos também”, afirma ela.
A estudante Mayara Santana, 2° ano Do Ensino Médio do Colégio Francisco Alves de Almeida, em Conselheiro Mairinc veio ao evento para debater propostas e ideias. “Cada município tem uma carência diferente em algum setor e baseado nesta carência, é elaborada uma proposta que defendemos aqui. As melhores irão para a Conferencia Nacional, que acontece em dezembro em Brasília”, diz ela empolgada.
Em relação à educação, Mayara ainda lembrou da importância da gestão democrática ao afirmar que no seu colégio, os estudantes participam de debates e discussões e têm plena autonomia para eleger os representantes do Grêmio Estudantil.
A 7ª Conferência que se realiza até quinta-feira (24) no Centro de Convenções de Curitiba. Cerca de 700 pessoas participam do evento que tem como tema: “Construindo Diretrizes da Política e do Plano Decenal”. O objetivo é discutir ações direcionadas ao público infanto-juvenil contando com os avanços alcançados após a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente. O encontro é resultado de reuniões municipais e regionais que aconteceram desde o início do ano e que envolveram mais de 30 mil pessoas. Dos 500 delegados participantes, 59 serão escolhidos para representar o Paraná na Conferência Nacional.
Segundo Yvelise Arco-Verde, os educadores não podem ter a ingenuidade de achar que se oferecer a escola para todos, as questões sociais, econômicas e políticas se resolverão. “O investimento na educação sem dúvida vai melhorar a construção da sociedade, especialmente se forem feitas atividades de inserção, de inclusão, o que em alguns casos extrapola o papel da educação”.
Ela disse que construir um processo de qualidade de ensino implica em se trabalhar tanto coletivamente, em parcerias, quanto internamente. “Dentro da Educação é preciso promover uma melhoria da escola com infraestrutura, com uma boa gestão, com uma proposta pedagógica adequada, com a valorização dos profissionais da educação, assim como nas bordas da educação, no seu limite com a saúde, com a segurança pública. A escola não é sozinha”, comenta Yvelise.
A secretária lembrou que uma das preocupações da educação não é apenas o aluno matriculado, mas também aquele que não teve acesso à escola, e neste ponto entra a parceria com a Secj. “O aluno que não chegou à escola, por exemplo, porque é uma criança com necessidades especiais ou por que pertence a uma comunidade historicamente excluída, não se transformando em aluno, mas continua sendo uma criança ou adolescente, então para isso é fundamental a parceria com a Secj que tem com sua lida diária com estas crianças que nos escapam”.
Yvelise diz que não existe outra forma de se trabalhar que não seja de integração entre parcerias para o desenvolvimento de políticas sociais. “O processo de integração é uma forma de se avançar em tarefas e metas para se conseguir vencer as dificuldades sociais e para que se deslumbre a possibilidade de uma transformação social”, conclui.
Para a secretária estadual da Criança e da Juventude, Thelma Alves de Oliveira, o trabalho da sua pasta tem uma interface muito grande com a Educação. “Entre os 10 desafios de um pacto com os secretários estaduais está a inclusão educacional efetiva, implica numa boa escola, num esforço de combate à evasão escolar, na qualidade da educação, na ampliação do tempo escolar, de toda a política que a Seed vem assumindo neste governo”.
Thelma Oliveira lembra que a idéia da inclusão responsável e real vem se consolidando não só como princípio, mas como uma ação prática da Seed. “A nossa visão sobre a participação da Seed, é muito importante porque além deste esforço interno de se fazer uma boa escola e fazer com que todos tenham acesso a esta escola”.
Ela explica que a Secretaria da Educação é parceira em outros projetos, como o ProJovem Urbano, com o qual as escolas cedem os laboratórios de informática, em função de todo avanço tecnológico que a Educação proporcionou para o sistema, além do Programa Atitude que está em 35 comunidades em 10 municípios com o desafio de combater o ciclo de violência contra a criança. Neste programa as escolas também acolhem as equipes da SECJ que trabalham junto com estas comunidades.
Thelma Oliveira ainda ressalta que esta série de ações é vista como compromisso com a infância e adolescência que, muitas vezes por fatores externos, tem uma condição muito desigual e precisam ter o apoio de recurso e programas do governo do estado para que elas posam ter direito à infância e o direto integral à cidadania.
“Cuidar bem da infância significa dar à geração que está vindo a condição de ser melhor cidadã, de poderem construir uma sociedade melhor do que a nossa, é nessa perspectiva que esta política de atendimento à criança e ao adolescente se insere na transformação da sociedade”, finaliza.
A Conferência e o espaço escolar - As diretrizes para as políticas públicas, que serão aplicadas para a próxima década, voltadas à promoção e proteção infanto-juvenil estão sendo discutidas durante a 7ª Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente. Alguns temas ligados à educação são lembrados no evento para serem discutidos.
Lílian Romão, jornalista da revista Viração de São Paulo e Humberto Góes professor e advogado, palestraram acerca do tema: “Participação de crianças e adolescentes em espaços de construção da cidadania”. Ambos chamaram atenção para a necessidade de criação de novos espaços e relações tanto na família como na comunidade e na escola.
“Esta relação começa em casa, no momento em que os pais dão espaço para os filhos participarem e os escutam com atenção e consideração. Quando os pais assumem esta postura, as crianças chegam à escola com uma perspectiva diferente, ou seja, as relações estão ligadas e uma é resultado da outra”, explica Lílian.
“Estamos aqui não porque as crianças e os adolescentes são o futuro, mas porque eles têm idéias importantes que devem ser ouvidas e consideradas não só por colegas da mesma faixa etária, mas pelos adultos também”, afirma ela.
A estudante Mayara Santana, 2° ano Do Ensino Médio do Colégio Francisco Alves de Almeida, em Conselheiro Mairinc veio ao evento para debater propostas e ideias. “Cada município tem uma carência diferente em algum setor e baseado nesta carência, é elaborada uma proposta que defendemos aqui. As melhores irão para a Conferencia Nacional, que acontece em dezembro em Brasília”, diz ela empolgada.
Em relação à educação, Mayara ainda lembrou da importância da gestão democrática ao afirmar que no seu colégio, os estudantes participam de debates e discussões e têm plena autonomia para eleger os representantes do Grêmio Estudantil.
A 7ª Conferência que se realiza até quinta-feira (24) no Centro de Convenções de Curitiba. Cerca de 700 pessoas participam do evento que tem como tema: “Construindo Diretrizes da Política e do Plano Decenal”. O objetivo é discutir ações direcionadas ao público infanto-juvenil contando com os avanços alcançados após a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente. O encontro é resultado de reuniões municipais e regionais que aconteceram desde o início do ano e que envolveram mais de 30 mil pessoas. Dos 500 delegados participantes, 59 serão escolhidos para representar o Paraná na Conferência Nacional.


