Secretária da Educação participa do Fórum Etnicorracial em Londrina 25/04/2010 - 20:50
A secretária de Educação, Yvelise Arco-Verde, participou nesta quinta-feira (22) em Londrina da abertura do 6º Encontro Estadual do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Etnorracial do Paraná. O objetivo é propor, articular e acompanhar ações educacionais das relações etnorraciais para o ensino de história e cultura afrobrasileiras, africanas e indígenas. O evento vai até sábado (24), com a participação de 1,2 mil pessoas entre professores, representantes de comunidades quilombolas e indígenas, movimento social negro e outras organizações relacionadas ao tema.
“O Fórum foi uma proposta apresentada pelo Ministério da Educação, mas em paralelo o Paraná já vinha trabalhado a questão etnorracial institucionalizando um departamento para se pensar sobre o assunto, por isso, não tivemos dúvidas em realizar esta parceria com prefeituras e movimentos sociais para trazer discussões sobre o atendimento educacional a estas comunidades neste espaço”, comentou a secretária.
Um dos princípios da política de Governo do Paraná é que a Educação é um direito de todos, mas o ponto de partida deve respeitar cada realidade social econômica, política e cultural de cada comunidade. “Não adianta dizer que se oferece um direito igual para todos, se as condições são diversas. É necessário repensar estas condições de entrada, com metodologias adequadas para que estas comunidades recebam um processo de formação com qualidade”, ressaltou Yvelise.
Wagner Roberto do Amaral, chefe do Departamento da Diversidade afirmou que o Fórum é resultado da opção pela gestão democrática realizada pela Secretaria da Educação. “Muitas das ações e das temáticas que desenvolvemos são de lutas e bandeiras dos movimentos sociais, sendo justo que eles proponham, avaliem ações que vêm ao encontro daquelas que estamos realizamos nas escolas públicas”, disse.
Luiz Henrique Fontes Wanderley, integrante da direção nacional da União dos Negros e Negras pela Igualdade (Unegro) ressaltou que as políticas públicas realizadas pela Secretaria sobre o tema são as mais avançadas no Brasil. “Não são apenas as propostas e a implantação dos programas, mas o esclarecimento dos profissionais da educação e o envolvimento nas comunidades”, disse.
O Fórum é resultado da parceria entre a Secretaria de Estado da Educação, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Núcleo Regional de Educação de Londrina, Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro da UEL, Movimento Social Negro e Sindical.
AÇÕES – A Lei 10.639/03 estabelece a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afrobrasileira e Africana nas escolas e a Deliberação 004/2006 do Conselho Estadual de Educação define que seja em todas as escolas públicas e privadas e nos cursos de licenciatura no ensino superior.
Para a implantação destas medidas, a Seed realizou várias ações. “Uma delas foi a criação de um espaço institucional para pensar esta política de educação das relações etnicorraciais, que é o Núcleo de Educação das Relações Etnicorraciais e Afrodescendência”, explica Cassius Marcelus Cruz, coordenador do Núcleo, vinculado ao Departamento da Diversidade. Este espaço também existe nos Núcleos Regionais de Educação. “Todas as escolas devem ter equipes multidisciplinares para articular ações com conteúdos de história e cultura afrobrasileiras, africanas e indígenas”, diz o coordenador.
Além disso, também existe uma política de formação continuada de professores nesta temática e a elaboração de material didático de apoio pedagógico que orientam o ensino.
Outra ação significativa foi o levantamento das comunidades remanescentes de quilombos no Paraná, em parceria com o Grupo de Trabalho Clóvis Moura. “Atualmente são 36 comunidades certificadas que recebem atendimento escolar. Duas delas possuem escolas em seus territórios, que chamamos de escolas quilombolas”, explicou o coordenador. São o Colégio Estadual Diogo Ramos, na comunidade João Surá, em Adrianópolis, e a Escola Estadual Maria Joana Ferreira, na comunidade Maria Adelaide Trindade, em Palmas.
Além do investimento em infraestrutura, houve também formação continuada para professores que trabalham nestas áreas e a elaboração de material didático que valoriza a história e a cultura destas comunidades quilombolas.
“O Fórum foi uma proposta apresentada pelo Ministério da Educação, mas em paralelo o Paraná já vinha trabalhado a questão etnorracial institucionalizando um departamento para se pensar sobre o assunto, por isso, não tivemos dúvidas em realizar esta parceria com prefeituras e movimentos sociais para trazer discussões sobre o atendimento educacional a estas comunidades neste espaço”, comentou a secretária.
Um dos princípios da política de Governo do Paraná é que a Educação é um direito de todos, mas o ponto de partida deve respeitar cada realidade social econômica, política e cultural de cada comunidade. “Não adianta dizer que se oferece um direito igual para todos, se as condições são diversas. É necessário repensar estas condições de entrada, com metodologias adequadas para que estas comunidades recebam um processo de formação com qualidade”, ressaltou Yvelise.
Wagner Roberto do Amaral, chefe do Departamento da Diversidade afirmou que o Fórum é resultado da opção pela gestão democrática realizada pela Secretaria da Educação. “Muitas das ações e das temáticas que desenvolvemos são de lutas e bandeiras dos movimentos sociais, sendo justo que eles proponham, avaliem ações que vêm ao encontro daquelas que estamos realizamos nas escolas públicas”, disse.
Luiz Henrique Fontes Wanderley, integrante da direção nacional da União dos Negros e Negras pela Igualdade (Unegro) ressaltou que as políticas públicas realizadas pela Secretaria sobre o tema são as mais avançadas no Brasil. “Não são apenas as propostas e a implantação dos programas, mas o esclarecimento dos profissionais da educação e o envolvimento nas comunidades”, disse.
O Fórum é resultado da parceria entre a Secretaria de Estado da Educação, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Núcleo Regional de Educação de Londrina, Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro da UEL, Movimento Social Negro e Sindical.
AÇÕES – A Lei 10.639/03 estabelece a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afrobrasileira e Africana nas escolas e a Deliberação 004/2006 do Conselho Estadual de Educação define que seja em todas as escolas públicas e privadas e nos cursos de licenciatura no ensino superior.
Para a implantação destas medidas, a Seed realizou várias ações. “Uma delas foi a criação de um espaço institucional para pensar esta política de educação das relações etnicorraciais, que é o Núcleo de Educação das Relações Etnicorraciais e Afrodescendência”, explica Cassius Marcelus Cruz, coordenador do Núcleo, vinculado ao Departamento da Diversidade. Este espaço também existe nos Núcleos Regionais de Educação. “Todas as escolas devem ter equipes multidisciplinares para articular ações com conteúdos de história e cultura afrobrasileiras, africanas e indígenas”, diz o coordenador.
Além disso, também existe uma política de formação continuada de professores nesta temática e a elaboração de material didático de apoio pedagógico que orientam o ensino.
Outra ação significativa foi o levantamento das comunidades remanescentes de quilombos no Paraná, em parceria com o Grupo de Trabalho Clóvis Moura. “Atualmente são 36 comunidades certificadas que recebem atendimento escolar. Duas delas possuem escolas em seus territórios, que chamamos de escolas quilombolas”, explicou o coordenador. São o Colégio Estadual Diogo Ramos, na comunidade João Surá, em Adrianópolis, e a Escola Estadual Maria Joana Ferreira, na comunidade Maria Adelaide Trindade, em Palmas.
Além do investimento em infraestrutura, houve também formação continuada para professores que trabalham nestas áreas e a elaboração de material didático que valoriza a história e a cultura destas comunidades quilombolas.


