Secretaria de Educação promove oficinas para resgate da língua do povo Xetá 11/09/2009 - 18:23
O Departamento da Diversidade, por meio da Coordenação da Educação Escolar Indígena, realizou a segunda etapa da Oficina para Estudos da Língua Xetá. O evento aconteceu durante os dias 10 e 11 em Curitiba e reuniu integrantes das aldeias de Curitiba e São Jerônimo da Serra.
Durante dois dias, representantes do Povo Xetá, membros da Seed/DEDI, dos Núcleos Regionais de Educação, do Museu Paranaense e docentes da Universidade de Brasília, reuniram-se com o objetivo de propiciar aos representantes Xetá estudos sobre a língua indígena deste povo, definindo e elaborando estratégias de revitalização da língua, resgatando a cultura e o universo cosmológico Xetá.
Para Claudemir da Silva, Xetá de São Jerônimo da Serra, a atitude do governo estadual em promover a valorização da população indígena é extremamente importante. “Nunca nenhum governo se preocupou tanto com o povo indígena como o atual. São centenas de melhorias que vão desde a infraestrutura, até a formação da nossa população. Nossa auto estima foi elevada e sem dúvida com a garantia do acesso à escola, ao mundo da tecnologia e do esporte nossa vida melhorou 100%”, disse ele, que participou das oficinas juntamente com seus seis irmãos e sua mãe.
Claudemir fez questão de frisar o quão importante é a retomada da língua para o povo Xetá. “O resgate da nossa língua, extinta no passado é de extrema importância para a nossa vida. Isso sem dúvida irá contribuir e muito para a formação de nossas crianças, que não tiveram a oportunidade de conhecer”, finalizou.
São Jerônimo da Serra é a aldeia com maior número de famílias Xetá no Brasil. No Paraná, além de São Jerônimo da Serra e Curitiba, há Xetá em Guarapuava e Umuarama. Os estados de Santa Catarina e São Paulo também possuem famílias Xetá. Atualmente, os Xetá somam aproximadamente 300 pessoas.
Para o professor lingüista, Aryon Dall’Igna Rodrigues, do Laboratório de Línguas Indígenas da Universidade de Brasília, essa é uma ação de extrema importância para o povo Xetá. “ O resgate da língua é fundamental para a história cultural de um povo, por isso estou aqui representando a UNB e trabalhando junto com a Secretaria de Educação e as demais instituições nas análises e nas coletas dos dados da língua Xetá para contribuir com esse povo que tanto sofreu em nosso país", disse. Atualmente não existem aldeias Xetá. Os membros deste povo moram em aldeias de outros povos e centros urbanos.
Histórico – Os Xetá pertencem ao tronco lingüístico Tupi-Guarani. Habitavam tradicionalmente o noroeste paranaense, às margens do rio Ivaí, região conhecida como Serra de Dourados. Notícias da existência de grupos indígenas sem contato na região da Serra de Dourados, entre o final dos anos de 1940 e no início de 1950, o que levou a uma série de investigações para manter contatos com os grupos que habitavam a região.
Nessas investidas, foram encontrados vestígios materiais que confirmavam a presença indígena e, em 1952, foi capturado um menino indígena. Em 1956, a Universidade do Paraná, hoje UFPR, formou uma equipe de pesquisa etnográfica. O reconhecimento da presença Xetá não impediu que o governo do estado desenvolvesse sua política de colonização, atingindo diretamente o território e a população Xetá.
A história do grupo foi, então, marcada por doenças, chacinas, envenenamentos, roubos de crianças, estupros, fugas, desocupação e desmatamento de seus territórios. Os Xetá que sobreviveram foram transferidos e vivem até o momento como inquilinos em áreas Kaingang e Guarani nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
Durante dois dias, representantes do Povo Xetá, membros da Seed/DEDI, dos Núcleos Regionais de Educação, do Museu Paranaense e docentes da Universidade de Brasília, reuniram-se com o objetivo de propiciar aos representantes Xetá estudos sobre a língua indígena deste povo, definindo e elaborando estratégias de revitalização da língua, resgatando a cultura e o universo cosmológico Xetá.
Para Claudemir da Silva, Xetá de São Jerônimo da Serra, a atitude do governo estadual em promover a valorização da população indígena é extremamente importante. “Nunca nenhum governo se preocupou tanto com o povo indígena como o atual. São centenas de melhorias que vão desde a infraestrutura, até a formação da nossa população. Nossa auto estima foi elevada e sem dúvida com a garantia do acesso à escola, ao mundo da tecnologia e do esporte nossa vida melhorou 100%”, disse ele, que participou das oficinas juntamente com seus seis irmãos e sua mãe.
Claudemir fez questão de frisar o quão importante é a retomada da língua para o povo Xetá. “O resgate da nossa língua, extinta no passado é de extrema importância para a nossa vida. Isso sem dúvida irá contribuir e muito para a formação de nossas crianças, que não tiveram a oportunidade de conhecer”, finalizou.
São Jerônimo da Serra é a aldeia com maior número de famílias Xetá no Brasil. No Paraná, além de São Jerônimo da Serra e Curitiba, há Xetá em Guarapuava e Umuarama. Os estados de Santa Catarina e São Paulo também possuem famílias Xetá. Atualmente, os Xetá somam aproximadamente 300 pessoas.
Para o professor lingüista, Aryon Dall’Igna Rodrigues, do Laboratório de Línguas Indígenas da Universidade de Brasília, essa é uma ação de extrema importância para o povo Xetá. “ O resgate da língua é fundamental para a história cultural de um povo, por isso estou aqui representando a UNB e trabalhando junto com a Secretaria de Educação e as demais instituições nas análises e nas coletas dos dados da língua Xetá para contribuir com esse povo que tanto sofreu em nosso país", disse. Atualmente não existem aldeias Xetá. Os membros deste povo moram em aldeias de outros povos e centros urbanos.
Histórico – Os Xetá pertencem ao tronco lingüístico Tupi-Guarani. Habitavam tradicionalmente o noroeste paranaense, às margens do rio Ivaí, região conhecida como Serra de Dourados. Notícias da existência de grupos indígenas sem contato na região da Serra de Dourados, entre o final dos anos de 1940 e no início de 1950, o que levou a uma série de investigações para manter contatos com os grupos que habitavam a região.
Nessas investidas, foram encontrados vestígios materiais que confirmavam a presença indígena e, em 1952, foi capturado um menino indígena. Em 1956, a Universidade do Paraná, hoje UFPR, formou uma equipe de pesquisa etnográfica. O reconhecimento da presença Xetá não impediu que o governo do estado desenvolvesse sua política de colonização, atingindo diretamente o território e a população Xetá.
A história do grupo foi, então, marcada por doenças, chacinas, envenenamentos, roubos de crianças, estupros, fugas, desocupação e desmatamento de seus territórios. Os Xetá que sobreviveram foram transferidos e vivem até o momento como inquilinos em áreas Kaingang e Guarani nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.


