Secretário da Educação desmonta campanha contra as tvs multimídia das escolas públicas 20/05/2008 - 17:09

O secretário da Educação Maurício Requião voltou, mais uma vez e espera – se que agora definitivamente, a rebater afirmações feitas na última quarta-feira (14) pelo colunista Celso Nascimento, da Gazeta do Povo. Nascimento disse que os televisores multimídia, adquiridos por meio de pregão eletrônico e enviados para as 22 mil salas de aulas das escolas públicas do Paraná, não poderiam ser utilizados sem a instalação de um software para a apresentação de vídeos. Segundo o colunista, os televisores são “imprestáveis” e “inúteis”, “depende de um software que é caro” e ainda que “não será neste ano letivo que as escolas do Paraná tirarão a poeira que recobre os aparelhos que receberam”.
O jornalista Nascimento sem checar a informação que recebeu dos que articulam falsas notícias sobre a Educação do Paraná e ainda, sem cumprir a primeira norma de qualquer manual de redação – a de ouvir o outro lado, não sabe que as televisões multimídia não só estão funcionando nas escolas públicas, como também rodam vídeos, música, etc. Foi o que viu a platéia da escola de Governo desta terça-feira, quando dez televisões foram trazidas de suas respectivas escolas, junto com diretores e professores, ao Museu Oscar Niemeyer. “Para que os veículos de comunicação não publicassem essas notícias inverídicas bastaria que tivessem o mínimo de profissionalismo e tivessem ido a alguma escola e conversado com algum professor ou aluno”, explicou Mauricio.
“Nossa realidade não é absolutamente despida de problemas e não precisamos escondê-los, mas não podemos admitir que estes avanços que não são do Governo, mas da educação pública e do esforço de muita gente, seja jogado no lixo para satisfazer o gosto por sangue de alguns dos nossos adversários e de alguns jornalistas”, afirmou Mauricio Requião. “Se não gostam da nossa política realizem a crítica, mas a realizem de forma sincera e honesta, com dureza, se necessário, mas não baseadas em inverdades”, disse o secretário.
O secretário da Educação lembrou ainda o episódio da pauta jornalística (roteiro para reportagem) esquecida por um repórter da Rede Independência de Comunicação (RIC) em uma escola, na qual havia ido para entrevistar técnicos da Seed sobre o funcionamento dos televisores. A pauta é uma prova da campanha articulada em setores da imprensa contra os televisores multimídia.
A pauta da RIC esquecida na escola mostra a dificuldade dos jornalistas da emissora em encontrar televisões sem funcionamento: “Estamos com dificuldade para produzir o principal do seu VT (matéria): as escolas com televisores parados, sem funcionar. Tentei junto à APP Sindicato, mas eles disseram que não tem como nos indicar uma escola (meio que não quiseram assumir isso). Tentei a Rose, mulher do Celso, que trabalha em uma escola estadual. Ela disse que não pode ajudar, pois na escola dela as televisões estão todas funcionando com pen drive e sendo muito útil para as aulas”, diz o trecho da pauta enviada pela produção da TV ao repórter Luiz Andriolli, da RIC Notícias.
Com relação à pauta encontrada na escola, o secretário Mauricio Requião disse que vai encaminhá-la como denuncia à Associação Brasileira de Imprensa e ao Sindicato dos Jornalistas do Paraná. De acordo com o secretário, os veículos de comunicação paranaenses que hoje buscam fazer a crítica por meio de informações inverídicas sobre a educação pública são os mesmos que se calaram quando, no Governo anterior, estava ocorrendo a privatização do ensino público profissionalizante. “Que interesses os movem, que motivos eles têm, aonde desejam chegar e que interesses estão defendendo?”, finalizou.