“Sem terrinha” visitam Seed e conhecem as políticas públicas para a educação 14/04/2010 - 19:10
Um grupo de alunos “sem terrinha”, acompanhados de representantes do setor da educação do Movimento Sem Terra (MST) do Paraná, foram recebidos nesta quarta-feira (14) na Secretaria da Educação (Seed) como parte dos eventos da Semana de Luta Camponesa que relembra os acontecimentos do Massacre de Eldorado de Carajás. As lideranças vieram solicitar apoio a algumas demandas e reconhecer a preocupação e valorização que têm recebido do Governo do Estado.
“É fundamental ouvir os representantes do Movimento para entender suas necessidades e melhor planejar nossas ações de políticas públicas”, afirmou a Superintendente da Educação da Seed, Alayde Digiovanni. A Superintendente reafirmou a preocupação de garantir o acesso de todos os cidadãos à educação. “A escola tem que estar em todos os lugares. Nossa intenção é melhorar a cada dia tanto a infraestrutura como os conteúdos e a ação pedagógica em todas as escolas itinerantes”, disse.
Para Izabel Grein, coordenadora do MST, o espaço que a Seed ocupa é diferente das demais Secretarias. “A abertura das escolas itinerantes foi um marco histórico e relevante para o Movimento. Temos convicção de que é preciso se educar para se humanizar e o processo da reforma agrária não se viabiliza se não tiver o papel da educação”, ressaltou. Ainda segundo Izabel Grein, “Faz-se necessário agora, garantir a continuidade dessa ação para os sujeitos”. Ela informou que na próxima sexta-feira (16) o grupo será recebido pelo governador Orlando Pessuti.
“A questão da escola itinerante é que ela traz em sua essência, a luta pela terra, a reforma agrária”, afirmou o chefe do Departamento da Diversidade da Seed, Wagner Roberto do Amaral. De acordo com ele, as demandas discutidas hoje já haviam sido apresentadas anteriormente e encaminhadas pelo Departamento aos setores responsáveis na Seed. “Essa visita serviu para avaliarmos o andamento dos processos e darmos o retorno pertinente a cada solicitação, além de reafirmarmos nosso compromisso com o atendimento escolar nos acampamentos e assentamentos da reforma agrária”, disse.
Histórico - Em 2003 o governo do Paraná firmou uma parceria com o Movimento Sem Terra para garantir a todas as crianças, adolescentes, jovens e adultos dos acampamentos das reforma agrária, o direito de se socializar.
Desde então, as Escolas Itinerantes atenderam mais de oito mil famílias acampadas, quatro mil alunos e formou cerca de 300 educadores por todo o Estado.
A Secretaria de Educação já realizou inúmeros eventos com o MST e produziu e publicou vários materiais de apoio pedagógico voltados especialmente às escolas itinerantes. Todas as escolas itinerantes possuem a TV Multimídia. Atualmente o Paraná atende cerca de 1.100 alunos nos ensino fundamental e médio em 12 escolas itinerantes, por meio de duas escolas bases, localizadas em assentamentos.
Massacre - No Massacre de Eldorado dos Carajás (Pará), em 17 de abril de 1996, 19 trabalhadores foram brutalmente assassinados. “Esta data é significativa para nós, pois é uma maneira de mantermos viva a recordação de todos que morreram na luta pela reforma agrária” disse o coordenador do setor de educação do MST, Alessandro Santos Mariano.
Participaram do encontro também, o Diretor Geral da Secretaria de Educação, Ricardo Bezerra, a Coordenadora de Alimentação Escolar Márcia Stolarski e representantes do Departamento da Educação no Campo.
“É fundamental ouvir os representantes do Movimento para entender suas necessidades e melhor planejar nossas ações de políticas públicas”, afirmou a Superintendente da Educação da Seed, Alayde Digiovanni. A Superintendente reafirmou a preocupação de garantir o acesso de todos os cidadãos à educação. “A escola tem que estar em todos os lugares. Nossa intenção é melhorar a cada dia tanto a infraestrutura como os conteúdos e a ação pedagógica em todas as escolas itinerantes”, disse.
Para Izabel Grein, coordenadora do MST, o espaço que a Seed ocupa é diferente das demais Secretarias. “A abertura das escolas itinerantes foi um marco histórico e relevante para o Movimento. Temos convicção de que é preciso se educar para se humanizar e o processo da reforma agrária não se viabiliza se não tiver o papel da educação”, ressaltou. Ainda segundo Izabel Grein, “Faz-se necessário agora, garantir a continuidade dessa ação para os sujeitos”. Ela informou que na próxima sexta-feira (16) o grupo será recebido pelo governador Orlando Pessuti.
“A questão da escola itinerante é que ela traz em sua essência, a luta pela terra, a reforma agrária”, afirmou o chefe do Departamento da Diversidade da Seed, Wagner Roberto do Amaral. De acordo com ele, as demandas discutidas hoje já haviam sido apresentadas anteriormente e encaminhadas pelo Departamento aos setores responsáveis na Seed. “Essa visita serviu para avaliarmos o andamento dos processos e darmos o retorno pertinente a cada solicitação, além de reafirmarmos nosso compromisso com o atendimento escolar nos acampamentos e assentamentos da reforma agrária”, disse.
Histórico - Em 2003 o governo do Paraná firmou uma parceria com o Movimento Sem Terra para garantir a todas as crianças, adolescentes, jovens e adultos dos acampamentos das reforma agrária, o direito de se socializar.
Desde então, as Escolas Itinerantes atenderam mais de oito mil famílias acampadas, quatro mil alunos e formou cerca de 300 educadores por todo o Estado.
A Secretaria de Educação já realizou inúmeros eventos com o MST e produziu e publicou vários materiais de apoio pedagógico voltados especialmente às escolas itinerantes. Todas as escolas itinerantes possuem a TV Multimídia. Atualmente o Paraná atende cerca de 1.100 alunos nos ensino fundamental e médio em 12 escolas itinerantes, por meio de duas escolas bases, localizadas em assentamentos.
Massacre - No Massacre de Eldorado dos Carajás (Pará), em 17 de abril de 1996, 19 trabalhadores foram brutalmente assassinados. “Esta data é significativa para nós, pois é uma maneira de mantermos viva a recordação de todos que morreram na luta pela reforma agrária” disse o coordenador do setor de educação do MST, Alessandro Santos Mariano.
Participaram do encontro também, o Diretor Geral da Secretaria de Educação, Ricardo Bezerra, a Coordenadora de Alimentação Escolar Márcia Stolarski e representantes do Departamento da Educação no Campo.


