Tecnologia assistiva promove autonomia a alunos com deficiência física neuromotora 01/04/2010 - 15:16

Ampliar as possibilidades de comunicação alternativa, garantir o acesso à informação e ao conhecimento e favorecer a participação educacional, social e cultural. Estes são alguns benefícios proporcionados pela tecnologia assistiva e pelo apoio especializado aos 187 alunos com deficiência neuromotora atendidos pela rede pública estadual. “É um meio concreto de inclusão e interação destes alunos com o mundo”, afirma a técnica-pedagógica do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional da Secretaria de Educação, Marisa Bispo Feitosa.
Pessoas com deficiência física neuromotora apresentam comprometimento motor acentuado decorrente de sequelas neurológicas que causam dificuldades funcionais nos movimentos, na coordenação motora e na fala. As políticas educacionais deste Governo proporcionaram uma evolução nos atendimentos da Educação Especial e a tecnologia assistiva faz parte deste avanço.
Para utilizar da melhor maneira possível tal tecnologia, os alunos contam com professores de apoio à Comunicação Alternativa capacitados para atendê-los em suas necessidades especificas. Estes professores atuam na sala de aula fazendo a mediação da comunicação entre o aluno e o professor da disciplina. “É importante lembrar que cada estudante apresenta uma especificidade, por isso é fundamental propiciar atendimento especializado e adequado às necessidades de cada aluno”, explica a chefe do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional, Angelina Matiskei.
A nova tecnologia facilita a realização das tarefas escolares e substitui os materiais pedagógicos convencionais e de baixa tecnologia pelos recursos de alta tecnologia - softwares de acessibilidade. Tais softwares permitem a intermediação com a escrita, leitura e comunicação.
Os alunos utilizam mouse e teclados adaptados, com disposição de teclas que estejam de acordo com o movimento das mãos ou dos pés, dispositivo tipo ponteiro fixado na cabeça ou na boca; software de reconhecimento de voz; entre outras tecnologias assistivas para acesso e interação.
Além do trabalho com o aluno especial é feito também um trabalho de preparação com os colegas de turma para que recebam esse aluno com respeito e de maneira igual. “Todos saem ganhando com este convívio. O aluno especial é visto como um exemplo de persistência e força de vontade e desperta respeito e solidariedade”, afirma Angelina Matiskei.
O professor de apoio à Comunicação Alternativa do Colégio Estadual Almirante Tamandaré de Foz do Iguaçu, Jadir Steiger, conta que estabeleceu uma relação de confiança com o aluno Marcelo Leonardo Aruquipa da 2ª série do ensino médio. Além de acompanhar Marcelo há cinco anos, Jadir Steiger também auxilia os demais professores para que a troca de conhecimento aconteça da melhor maneira possível e faz palestras para todos envolvidos no ambiente escolar.
Segundo o professor, Marcelo aperfeiçoou muito suas capacidades e possibilidades, o que contribui para melhor assimilação de conteúdo. “Além de facilitar o processo de aprendizado, a tecnologia assistiva propicia mais independência e qualidade de vida a estes alunos”, afirma.
Para Jadir Steiger, a nova tecnologia é essencial porque permite ao aluno com deficiência física neuromotora interagir com mais autonomia, “quebrando” seu isolamento e ampliando seu circulo de relações. O bom trabalho realizado pelo professor é resultado também de sua participação nos cursos de capacitação oferecidos pela Secretaria. “Estes encontros são fundamentais para esclarecer dúvidas, orientar e aprofundar o conhecimento dos professores para trabalhar com estes alunos”, diz.