Terminam hoje as oficinas do Fera Com Ciência em Ibaiti, Irati e Umuarama 20/11/2009 - 12:11
Hoje (20) é o último dia das oficinas do Fera Com Ciência nas cidades de Ibaiti, Irati e Umuarama. Um dos destaques em Ibaiti foi o Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi), um projeto de extensão universitária da Universidade Estadual de Maringá (UEM), instigou a curiosidade dos alunos.
“Os trabalhos e exposições apresentados no Fera Com Ciência evidenciam a qualidade do trabalho pedagógico realizado nas escolas públicas estaduais, principalmente do Programa Viva a Escola”, afirmou o coordenador de atividades curriculares, Ademir Pinhelli Mendes, responsável pelos eventos. “Ao mesmo tempo que são reflexo do que ocorre nas escolas, remetem à continuidade desse trabalho”, completou.
IBAITI – O Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi) é composto por dois espaços: um de física e outro de biologia. No espaço de física, os alunos entram em contato com aparelhos que, além de divertir, ensinam conceitos dessa ciência. Entre eles estão o giroscópio humano, onde três círculos metálicos possibilitam o movimento do corpo em qualquer direção. O aparelho foi criado por agências espaciais para simular o que acontece com o corpo na falta de gravidade. Mas se a idéia é deixar os cabelos ouriçados sem tirar o pé do chão, é só tocar o gerador de Van de Graaff. O gerador eletriza os cabelos com cargas de mesma polaridade, que se repelem.
No ambiente de biologia, plantas, animais empalhados, esqueletos, e órgãos humanos são usados para tratar de temas como a preservação ambiental e o tabagismo. Tainá Rodrigues Pereira, 14 anos, 8ª série, da Escola Estadual Dona Macária, em Conselheiro Mairinck, afirmou que “O Mudi é uma forma muito divertida de aprender, tem tudo a ver com o Fera Com Ciência”.
Ibaiti contou também com apresentações teatrais sobre educação fiscal. O Auto da Barca do Fisco, inspirada na Trilogia das Barcas de Gil Vicente, dramaturgo português do Século XVI, foi apresentado dias 17 e 18. A farsa do fiscal que se casou com a trambiqueira foi apresentada no dia 19. A autoria é do professor Marcílio Hubner de Miranda Neto, da UEM e o desenvolvimento do projeto, com alunos e auditores fiscais, foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas como iniciativa de responsabilidade social. As peças são abertas à comunidade, como forma de integrar a população local com o Fera Com Ciência.
“A peça teatral é ao mesmo tempo engraçada e informativa. Leva à reflexão sobre a importância do recolhimento dos tributos e, principalmente, o acompanhamento dos recursos nas obras para a população”, comentou Hilda Morais do Paraizo Ribeiro, professora de língua portuguesa, do Colégio Aldo Dallago, em Ibaiti.
“O Fera Com Ciência, realizado pela primeira vez em Ibaiti, foi um sucesso. Além da gande interação entre alunos, professores e oficineiros, vale ressaltar a importância do Programa Viva a Escola no sucesso e na qualidade dos trabalhos apresentados”, avaliou a chefe do NRE de Ibaiti, Marcia Buzzato.
IRATI – Durante essa semana, Irati contou com muitas apresentações de grupos folclóricos e regionais. A “Dança nos Carpatos”, apresentada pelo grupo folclórico ucraniano Ivan Kupalo, teve a cadeirante Micheli Maravieski, 20 anos, como uma das dançarinas. A dança representa um rapaz que procura um amor e no final ele o encontra. Este encontro é simbolizado por uma flor. Para os integrantes do grupo, Micheli é símbolo de superação, de força de vontade e inclusão, em todos os sentidos.
A professora Janete Luft, do Colégio Estadual João Negrão Júnior, em Teixeira Soares, declarou “foi uma apresentação belíssima que valorizou uma pessoa com limites e mostrou para os alunos a importância da inclusão”.
Quem visitou as exposições em Irati, teve a oportunidade de descansar no estande da Escola Estadual São Lucas, de Prudentópolis, repleto de pufes coloridos. O interessante é que esses pufes foram feitos com pneus e recheados de lixo reciclável. “A idéia surgiu da necessidade de procurar uma alternativa para os pneus, papelão e garrafas pet que estavam sendo depositados em terrenos baldios da cidade”, explicou o aluno Jean Carlos Mazur, 12 anos. O trabalho, orientado pelo professor João Lapuinka, deu um destino a cerca de 800 pneus, criando algo útil e bonito.
Uma aglomeração se formava em torno do aluno Diogo Henrique da Silva, 16 anos, do 1º ano do Colégio Estadual São Vicente de Paulo. Enquanto um ou dois alunos sentados à sua frente permaneciam quase estáticos, ele ia rabiscando o papel. No final do trabalho, a caricatura era aplaudida pelos espectadores. “Sempre gostei de desenhar, mas há alguns meses me interessei pelo caricaturismo e pretendo desenvolver a técnica”, disse Diogo.
“O evento, antes de qualquer coisa, é um fato marcante não só para a educação, mas para toda a região. Particularmente, pude compreender, ainda mais, a importância do trabalho em grupo”, disse o chefe do NRE de Irati, Ernani Horst.
“Aqui reforçamos questões como a cidadania, a convivência com pessoas totalmente diferentes e o respeito com o próximo e a natureza. Mas o que o evento trouxe de mais importante foi o aprendizado que obtivemos ao longo dessa semana”, considerou Camila Schaefer Martins, 15 anos, do 1º ano do ensino médio do Colégio Estadual Antonio Xavier da Silveira.
UMUARAMA – Educadores e professores de diversas disciplinas foram a campo na oficina de conscientização ambiental para identificar plantas e insetos. Eles delimitaram áreas de 10 m2 no Bosque Uirapuru e no Colégio Estadual Agrícola de Umuarama, duas áreas com histórico diferenciado, uma nativa e outra em que houve interferência humana. “Na área nativa a biodiversidade é muito maior. A idéia era que eles percebessem na prática a importância do cuidado ambiental e instigar os educadores a fazerem um trabalho de conscientização ecológica no cotidiano escolar”, explicou a professora Marilene Mieko Yamamoto Pires, responsável pela oficina.
“Realizar atividades práticas faz com que o aprendizado seja mais proveitoso. Descobri a importância de cada pequeno inseto para o meio ambiente”, afirmou a pedagoga Vanessa Lopes Feranandes, 25 anos, do Colégio Estadual Bento Mossurunga, em Umuarama. Leandra Garcia Caparroz, 26 anos, assistente de execução do mesmo colégio, viu a oficina como uma oportunidade de entrar em contato com o meio ambiente. “Estamos construindo um herbário e um insetário, com exemplares coletados que nós coletamos”.
“Tudo que aconteceu no Fera Com Ciência tinha como objetivo mobilizar alunos e professores. Os alunos são os que mais aproveitaram, pois vão levar uma experiência de interação, amizade e conhecimento para toda a vida”, declarou o chefe do NRE de Umuarama, José Guilherme de Oliveira. Segundo ele, a regionalização do evento por núcleos favorece uma participação maior dos alunos e da comunidade.
O aluno João Vitor Avancco Lima, 11 anos, 5ª série do Colégio Estadual Princesa Izabel, em Umuarama, entende que o Fera Com Ciência o ensinou a mudar de comportamento. “Por exemplo, eu jogava o lixo no chão e agora não jogo mais”, revelou.
A semana de estudantes e comunidade foi repleta de atividades diferenciadas. Os alunos participaram de oficinas no período da manhã e, no período da tarde, assistiram apresentações artísticas e exposições científicas e culturais. Os eventos reuniram cerca de 3.800 alunos e professores e mais de 10 mil visitantes. Na próxima semana, Pinhais e Paranaguá realizam o Fera Com Ciência, totalizando 30 eventos desde seu surgimento. As duas cidades vão reunir 3.100 alunos e cerca de sete mil visitantes.
“Os trabalhos e exposições apresentados no Fera Com Ciência evidenciam a qualidade do trabalho pedagógico realizado nas escolas públicas estaduais, principalmente do Programa Viva a Escola”, afirmou o coordenador de atividades curriculares, Ademir Pinhelli Mendes, responsável pelos eventos. “Ao mesmo tempo que são reflexo do que ocorre nas escolas, remetem à continuidade desse trabalho”, completou.
IBAITI – O Museu Dinâmico Interdisciplinar (Mudi) é composto por dois espaços: um de física e outro de biologia. No espaço de física, os alunos entram em contato com aparelhos que, além de divertir, ensinam conceitos dessa ciência. Entre eles estão o giroscópio humano, onde três círculos metálicos possibilitam o movimento do corpo em qualquer direção. O aparelho foi criado por agências espaciais para simular o que acontece com o corpo na falta de gravidade. Mas se a idéia é deixar os cabelos ouriçados sem tirar o pé do chão, é só tocar o gerador de Van de Graaff. O gerador eletriza os cabelos com cargas de mesma polaridade, que se repelem.
No ambiente de biologia, plantas, animais empalhados, esqueletos, e órgãos humanos são usados para tratar de temas como a preservação ambiental e o tabagismo. Tainá Rodrigues Pereira, 14 anos, 8ª série, da Escola Estadual Dona Macária, em Conselheiro Mairinck, afirmou que “O Mudi é uma forma muito divertida de aprender, tem tudo a ver com o Fera Com Ciência”.
Ibaiti contou também com apresentações teatrais sobre educação fiscal. O Auto da Barca do Fisco, inspirada na Trilogia das Barcas de Gil Vicente, dramaturgo português do Século XVI, foi apresentado dias 17 e 18. A farsa do fiscal que se casou com a trambiqueira foi apresentada no dia 19. A autoria é do professor Marcílio Hubner de Miranda Neto, da UEM e o desenvolvimento do projeto, com alunos e auditores fiscais, foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas como iniciativa de responsabilidade social. As peças são abertas à comunidade, como forma de integrar a população local com o Fera Com Ciência.
“A peça teatral é ao mesmo tempo engraçada e informativa. Leva à reflexão sobre a importância do recolhimento dos tributos e, principalmente, o acompanhamento dos recursos nas obras para a população”, comentou Hilda Morais do Paraizo Ribeiro, professora de língua portuguesa, do Colégio Aldo Dallago, em Ibaiti.
“O Fera Com Ciência, realizado pela primeira vez em Ibaiti, foi um sucesso. Além da gande interação entre alunos, professores e oficineiros, vale ressaltar a importância do Programa Viva a Escola no sucesso e na qualidade dos trabalhos apresentados”, avaliou a chefe do NRE de Ibaiti, Marcia Buzzato.
IRATI – Durante essa semana, Irati contou com muitas apresentações de grupos folclóricos e regionais. A “Dança nos Carpatos”, apresentada pelo grupo folclórico ucraniano Ivan Kupalo, teve a cadeirante Micheli Maravieski, 20 anos, como uma das dançarinas. A dança representa um rapaz que procura um amor e no final ele o encontra. Este encontro é simbolizado por uma flor. Para os integrantes do grupo, Micheli é símbolo de superação, de força de vontade e inclusão, em todos os sentidos.
A professora Janete Luft, do Colégio Estadual João Negrão Júnior, em Teixeira Soares, declarou “foi uma apresentação belíssima que valorizou uma pessoa com limites e mostrou para os alunos a importância da inclusão”.
Quem visitou as exposições em Irati, teve a oportunidade de descansar no estande da Escola Estadual São Lucas, de Prudentópolis, repleto de pufes coloridos. O interessante é que esses pufes foram feitos com pneus e recheados de lixo reciclável. “A idéia surgiu da necessidade de procurar uma alternativa para os pneus, papelão e garrafas pet que estavam sendo depositados em terrenos baldios da cidade”, explicou o aluno Jean Carlos Mazur, 12 anos. O trabalho, orientado pelo professor João Lapuinka, deu um destino a cerca de 800 pneus, criando algo útil e bonito.
Uma aglomeração se formava em torno do aluno Diogo Henrique da Silva, 16 anos, do 1º ano do Colégio Estadual São Vicente de Paulo. Enquanto um ou dois alunos sentados à sua frente permaneciam quase estáticos, ele ia rabiscando o papel. No final do trabalho, a caricatura era aplaudida pelos espectadores. “Sempre gostei de desenhar, mas há alguns meses me interessei pelo caricaturismo e pretendo desenvolver a técnica”, disse Diogo.
“O evento, antes de qualquer coisa, é um fato marcante não só para a educação, mas para toda a região. Particularmente, pude compreender, ainda mais, a importância do trabalho em grupo”, disse o chefe do NRE de Irati, Ernani Horst.
“Aqui reforçamos questões como a cidadania, a convivência com pessoas totalmente diferentes e o respeito com o próximo e a natureza. Mas o que o evento trouxe de mais importante foi o aprendizado que obtivemos ao longo dessa semana”, considerou Camila Schaefer Martins, 15 anos, do 1º ano do ensino médio do Colégio Estadual Antonio Xavier da Silveira.
UMUARAMA – Educadores e professores de diversas disciplinas foram a campo na oficina de conscientização ambiental para identificar plantas e insetos. Eles delimitaram áreas de 10 m2 no Bosque Uirapuru e no Colégio Estadual Agrícola de Umuarama, duas áreas com histórico diferenciado, uma nativa e outra em que houve interferência humana. “Na área nativa a biodiversidade é muito maior. A idéia era que eles percebessem na prática a importância do cuidado ambiental e instigar os educadores a fazerem um trabalho de conscientização ecológica no cotidiano escolar”, explicou a professora Marilene Mieko Yamamoto Pires, responsável pela oficina.
“Realizar atividades práticas faz com que o aprendizado seja mais proveitoso. Descobri a importância de cada pequeno inseto para o meio ambiente”, afirmou a pedagoga Vanessa Lopes Feranandes, 25 anos, do Colégio Estadual Bento Mossurunga, em Umuarama. Leandra Garcia Caparroz, 26 anos, assistente de execução do mesmo colégio, viu a oficina como uma oportunidade de entrar em contato com o meio ambiente. “Estamos construindo um herbário e um insetário, com exemplares coletados que nós coletamos”.
“Tudo que aconteceu no Fera Com Ciência tinha como objetivo mobilizar alunos e professores. Os alunos são os que mais aproveitaram, pois vão levar uma experiência de interação, amizade e conhecimento para toda a vida”, declarou o chefe do NRE de Umuarama, José Guilherme de Oliveira. Segundo ele, a regionalização do evento por núcleos favorece uma participação maior dos alunos e da comunidade.
O aluno João Vitor Avancco Lima, 11 anos, 5ª série do Colégio Estadual Princesa Izabel, em Umuarama, entende que o Fera Com Ciência o ensinou a mudar de comportamento. “Por exemplo, eu jogava o lixo no chão e agora não jogo mais”, revelou.
A semana de estudantes e comunidade foi repleta de atividades diferenciadas. Os alunos participaram de oficinas no período da manhã e, no período da tarde, assistiram apresentações artísticas e exposições científicas e culturais. Os eventos reuniram cerca de 3.800 alunos e professores e mais de 10 mil visitantes. Na próxima semana, Pinhais e Paranaguá realizam o Fera Com Ciência, totalizando 30 eventos desde seu surgimento. As duas cidades vão reunir 3.100 alunos e cerca de sete mil visitantes.


