Trabalhos do Programa Viva a Escola são apresentados em Almirante Tamandaré 28/09/2009 - 18:17
Os pais, alunos, professores e funcionários das 17 escolas estaduais do município de Almirante Tamandaré, do Núcleo Área Metropolitana Norte, reuniram-se neste sábado (27) para discutir assuntos escolares com a comunidade, no Colégio Estadual Papa João Paulo I. A reunião foi uma oportunidade para apresentar o Programa Viva a Escola, por meio de três atividades.
A banda e coro Asas e Raízes, uma atividade do Colégio Estadual Professora Maria Lopes de Paula, animou a reunião. No repertório, clássicos do rock mundial aliam o estudo da música ao aprendizado da língua inglesa. Professor de inglês e músico, Luiz Carlos Martins, 58 anos, conta que os alunos passaram a se interessar mais nas suas aulas regulares. “A atividade facilita o aprendizado, a vocalista por exemplo, tem grande dificuldade em aprender o inglês, e cantar acaba ajudando”.
“O Viva a Escola é fantástico, sempre houve essa promessa de que os professores poderiam ter um tempo específico para desenvolver suas atividades e o programa tornou isso possível”, disse Martins, que desenvolveu a banda desde 2002 como voluntário. “Com o programa, trabalho a banda dentro do meu horário e a atividade tem uma ajuda financeira”, enfatizou.
Jesse Freitas, 8ª série, disse que “cantar é uma maneira de se expressar, uma mistura de satisfação, superação do medo e da vergonha”. Para ele é uma oportunidade, não só de aprender, “daqui já saíram vocalistas que hoje cantam profissionalmente”, explicou.
Para Isabela Castilho Lorenço e Jéssica Tamires Alves, ambas da 5ª série, entrar para o coral era um sonho antigo. “Meu pai ajudou a construir a escola e desde que o coral nasceu eu me interessei”, disse Isabela. Jéssica assistia à irmã mais velha nas aulas de canto, fanfarra e dança, “eu tinha o sonho de cantar também”, contou realizada.
Também animadas, as alunas Ana Carolina Bini, Alice Stival e Evelyn Lopes, da 5ª série, que participam da atividade de cerâmica do Colégio Estadual Professora Angela Sandri Teixeira, responderam em uníssono que gostavam muito do trabalho. Elas aprenderam a técnica e fizeram panelas, moringas, xícaras e agora estão começando a fazer peças de bijuteria. “A idéia é sempre criar peças úteis, mas a atividade funciona como um ateliê livre. Elas tem liberdade para criar o que quiserem”, explicou a professora Docelina Anjos Marques.
“É um trabalho bem legal, porque o tempo que íamos estar na rua sem fazer nada, estamos aqui aprendendo alguma coisa”, explicou Vanessa Cristina, do 1º ano do ensino médio. “Eu uso em casa uma panela que fiz durante atividade”, explicou Vanessa, que acha uma terapia trabalhar a argila.
Diretor do colégio, Claudiney Benatti, 46 anos, considera o Programa Viva a Escola bastante positivo. “Estamos realmente dando oportunidade ao aluno, porque ele passa mais tempo na escola e vivência uma atividade diferenciada que não há na comunidade”. Benatti disse ainda que programa também é um oportunidade para a escola, “pela primeira vez estaremos participando do Fera Com Ciência, com trabalhos das atividades do Viva a Escola”.
Para o diretor Anderson Lussandro Barbiere, 34 anos, do Colégio Estadual Papa João Paulo I, o Viva a Escola é o começo da educação integral “como o objetivo é atender crianças com vulnerabilidade social, se eles não estivessem na escola provavelmente estariam expostos na rua ou ao trabalho infantil”.
Barbiere explicou que Almirante Tamandaré é uma cidade dormitório, ou seja, a maioria da população é de trabalhadores da cidade de Curitiba. Assim os alunos geralmente ficam em casa sozinhos, sem acompanhamento ou orientação. “Com o programa o aluno deixa de ver a escola como obrigação e passa a se envolver com ela, isso contribui com o aprendizado e com o desenvolvimento social dele”.
Uma das atividades da escola é de resgate da identidade do bairro São Jorge. Os estudantes, orientados pelo professor Eduel Domingues Bandeira, fizeram pesquisas nos locais de memória do bairro. A inteção é contar a história do local num blog na internet, em um material audiovisual e fazer um diário. “Os alunos estão descobrindo como se escreve a história. Não podemos ficar só no didático, temos que encaixar a tecnologia no cotidiano da escola”.
Bandeira está articulando com outra professora de história da escola a continuidade do trabalho no próximo ano. “É importante que haja essa troca de professores, porque a dinâmica de trabalho muda e os alunos acabam aprendendo mais”.
Mariza da Mata Silva, 42 anos, mãe de Natália Silva, que está na 6ª série, disse que “ela melhorou na sala de aula, passou a ter mais concentração, e ficou disposta para participar de tudo que aparece”. A mãe de Luiz Henrique da Cruz, Lisandra Pereira da Cruz, 29 anos, se interessou pelo programa e vai incentivar a participação do filho. “Descobri que incentivar meu filho a fazer coisas boas funciona melhor do que ameaçar ele de perder algo que gosta para se comportar. Os outros pais me disseram que perceberam melhoras no comportamento e no comprometimento dos filhos com os estudos depois que entraram no Viva a Escola”.
A banda e coro Asas e Raízes, uma atividade do Colégio Estadual Professora Maria Lopes de Paula, animou a reunião. No repertório, clássicos do rock mundial aliam o estudo da música ao aprendizado da língua inglesa. Professor de inglês e músico, Luiz Carlos Martins, 58 anos, conta que os alunos passaram a se interessar mais nas suas aulas regulares. “A atividade facilita o aprendizado, a vocalista por exemplo, tem grande dificuldade em aprender o inglês, e cantar acaba ajudando”.
“O Viva a Escola é fantástico, sempre houve essa promessa de que os professores poderiam ter um tempo específico para desenvolver suas atividades e o programa tornou isso possível”, disse Martins, que desenvolveu a banda desde 2002 como voluntário. “Com o programa, trabalho a banda dentro do meu horário e a atividade tem uma ajuda financeira”, enfatizou.
Jesse Freitas, 8ª série, disse que “cantar é uma maneira de se expressar, uma mistura de satisfação, superação do medo e da vergonha”. Para ele é uma oportunidade, não só de aprender, “daqui já saíram vocalistas que hoje cantam profissionalmente”, explicou.
Para Isabela Castilho Lorenço e Jéssica Tamires Alves, ambas da 5ª série, entrar para o coral era um sonho antigo. “Meu pai ajudou a construir a escola e desde que o coral nasceu eu me interessei”, disse Isabela. Jéssica assistia à irmã mais velha nas aulas de canto, fanfarra e dança, “eu tinha o sonho de cantar também”, contou realizada.
Também animadas, as alunas Ana Carolina Bini, Alice Stival e Evelyn Lopes, da 5ª série, que participam da atividade de cerâmica do Colégio Estadual Professora Angela Sandri Teixeira, responderam em uníssono que gostavam muito do trabalho. Elas aprenderam a técnica e fizeram panelas, moringas, xícaras e agora estão começando a fazer peças de bijuteria. “A idéia é sempre criar peças úteis, mas a atividade funciona como um ateliê livre. Elas tem liberdade para criar o que quiserem”, explicou a professora Docelina Anjos Marques.
“É um trabalho bem legal, porque o tempo que íamos estar na rua sem fazer nada, estamos aqui aprendendo alguma coisa”, explicou Vanessa Cristina, do 1º ano do ensino médio. “Eu uso em casa uma panela que fiz durante atividade”, explicou Vanessa, que acha uma terapia trabalhar a argila.
Diretor do colégio, Claudiney Benatti, 46 anos, considera o Programa Viva a Escola bastante positivo. “Estamos realmente dando oportunidade ao aluno, porque ele passa mais tempo na escola e vivência uma atividade diferenciada que não há na comunidade”. Benatti disse ainda que programa também é um oportunidade para a escola, “pela primeira vez estaremos participando do Fera Com Ciência, com trabalhos das atividades do Viva a Escola”.
Para o diretor Anderson Lussandro Barbiere, 34 anos, do Colégio Estadual Papa João Paulo I, o Viva a Escola é o começo da educação integral “como o objetivo é atender crianças com vulnerabilidade social, se eles não estivessem na escola provavelmente estariam expostos na rua ou ao trabalho infantil”.
Barbiere explicou que Almirante Tamandaré é uma cidade dormitório, ou seja, a maioria da população é de trabalhadores da cidade de Curitiba. Assim os alunos geralmente ficam em casa sozinhos, sem acompanhamento ou orientação. “Com o programa o aluno deixa de ver a escola como obrigação e passa a se envolver com ela, isso contribui com o aprendizado e com o desenvolvimento social dele”.
Uma das atividades da escola é de resgate da identidade do bairro São Jorge. Os estudantes, orientados pelo professor Eduel Domingues Bandeira, fizeram pesquisas nos locais de memória do bairro. A inteção é contar a história do local num blog na internet, em um material audiovisual e fazer um diário. “Os alunos estão descobrindo como se escreve a história. Não podemos ficar só no didático, temos que encaixar a tecnologia no cotidiano da escola”.
Bandeira está articulando com outra professora de história da escola a continuidade do trabalho no próximo ano. “É importante que haja essa troca de professores, porque a dinâmica de trabalho muda e os alunos acabam aprendendo mais”.
Mariza da Mata Silva, 42 anos, mãe de Natália Silva, que está na 6ª série, disse que “ela melhorou na sala de aula, passou a ter mais concentração, e ficou disposta para participar de tudo que aparece”. A mãe de Luiz Henrique da Cruz, Lisandra Pereira da Cruz, 29 anos, se interessou pelo programa e vai incentivar a participação do filho. “Descobri que incentivar meu filho a fazer coisas boas funciona melhor do que ameaçar ele de perder algo que gosta para se comportar. Os outros pais me disseram que perceberam melhoras no comportamento e no comprometimento dos filhos com os estudos depois que entraram no Viva a Escola”.


