Viva a Escola melhora o desempenho de estudantes em todo o Paraná 05/09/2009 - 00:14
Cerca de 100 mil alunos das escolas da rede pública estadual estão participando das 2.700 atividades de contraturno do programa Viva a Escola este ano em todo o Paraná. As atividades têm despertado o interesse dos alunos e estão contribuindo para melhorar o desempenho deles nas aulas regulares. A constatação foi divulgada por técnicos dos 32 Núcleos Regionais de Educação (NRE), responsáveis pelos programas Viva a Escola e Mais Educação, que se reuniram na quinta (3) e sexta-feira (4) com a Coordenação de Integração das Atividades Curriculares (Ciac) em Curitiba.
“O programa está no caminho certo. Os alunos passam mais tempo na escola e se comprometem mais com os estudos por causa da relação com o professor. O resultado pode ser visto nas feiras culturais, de ciências e na preparação de trabalhos para o Fera Com Ciência”, enfatizou o coordenador dos programas, Ademir Pinhelli Mendes. O Ciac também anunciou abertura das inscrições para os projetos do Viva a Escola do próximo ano. As inscrições começam no dia 18 de setembro.
Na reunião, os técnicos fizeram sugestões para o aprimoramento do programa e puderam expor as atividades e avanços que o Viva a Escola trouxe para seus núcleos. LiLean Cipriano, técnica do NRE de Cianorte, ressaltou que os avanços podem ser percebidos com apenas um semestre de programa e eles são parecidos em cada núcleo. “As práticas pedagógicas diferenciadas despertam o interesse dos alunos, criam uma interação maior com o professor e, no nosso núcleo, percebemos até a diminuição da evasão escolar”.
Segundo o técnico do NRE de Irati, Alibertino Xavier de Souza, grande parte dessas atividades já eram oferecidas pelos professores. “O Viva a Escola trouxe apoio pedagógico e financeiro para essas atividades. É um reconhecimento ao trabalho de muitos professores e um incentivo para que outros também participem”. É o que conta o professor Eduardo Higashi, do Colégio Estadual Santa Cândida, em Curitiba, onde organizou o Clube da Eletrônica. “Eu já ensinava eletrônica na escola como voluntário. O Viva a Escola oficializou a atividade que agora tem recursos para compra de material e para o professor”.
No Clube da Eletrônica os alunos aprendem na prática como montar e utilizar componentes eletrônicos, que são usados com criatividade para fazer objetos que mudam o cotidiano. O Varal Inteligente recolhe a roupa se está chovendo, a lixeira se abre quando alguém se aproxima e a lareira acende quando o ambiente esfria. As idéias partem dos próprios alunos e o professor ajuda no processo de concepção. “Eles aprendem a se concentrar, desenvolvem a criatividade e o vínculo com o professor cria responsabilidade. Acredito que eles melhoraram em todas as matérias”, explicou Higashi.
“Eu aprendo mais aqui do que nas aulas normais”, disse Paloma Pacheco, 15 anos, do 2º ano do ensino médio, que desde pequena gostava de desmontar objetos eletrônicos para entender como funcionavam, mas a atividade é apenas um hobby. “Vou fazer educação física”, afirma, com convicção.
Já Alexandre Siqueira, 14 anos, 1º ano do ensino médio, tem certeza que quer seguir na área. “Antes de participar da atividade, eu tentava aprender em casa. Tenho um canto só para isso. Nas minhas investigações, já levei até choque, mas aqui aprendo o que jamais conseguiria sozinho”. Segundo ele, quem já sabe um pouco mais ajuda os outros.
A atividadeteve aplicação prática para Guilherme Orth Silva, 17 anos, do 2º ano. “Esses dias uma enceradeira lá em casa estragou e eu consegui arrumar por causa do que tinha aprendido aqui”. O que era só curiosidade - Guilherme nunca tinha se interessado por eletrônica antes - passou a ser uma possível opção de carreira. “Eu quero estudar uma das engenharias, talvez eletrônica.”
Na escola Estadual Tancredo Neves, em Assis Chateaubriand, a professora de geografia Adriana de Oliveira Cortarelli incentivou os alunos a produzirem uma horta com os conteúdos aprendidos nas disciplinas de geografia e ciências. A maioria dos estudantes que participa da atividade são filhos de pequenos agricultores ou trabalhadores rurais volantes. “Eles estão vivenciando na prática o que aprenderam na teoria, e o entusiasmo é visível”, revela.
Os alunos aprenderam como manejar o solo, refletiram sobre a relação existente entre a planta, o solo e o homem, descobriram como usar adubo orgânico e receberam orientações sobre a importância das hortaliças na alimentação humana e sobre como cultivá-las. “Alguns alunos desenvolveram pequenas hortas nos seus quintais. Todos ficaram impressionados com a produção, além de se divertirem bastante”, avalia.
VIVA A ESCOLA – o Viva a Escola é um programa de complementação curricular, com atividades sugeridas pelos próprios professores. Eles têm autonomia para escolher a atividade mais adequada a realidade da sua escola, dentro da sua disciplina. O conteúdo e a carga horária são registrados no histórico escolar do estudante. O aluno pode participar de todas as atividades oferecidas na escola. As propostas do Viva a Escola também podem ser inscritas no Fera Com Ciência, que esse ano tem como tema “Cultura e Tecnologia na Preservação Ambiental”.
As atividades estão sendo realizadas em 1.260 estabelecimentos de ensino. O programa recebeu mais de R$ 1,8 milhão, sendo R$ 700 para cada atividade. As atividades são divididas em quatro eixos: expressivo-corporal (esporte, música, dança); científico–cultural (história e memória, divulgação e experimentação científica); apoio à aprendizagem (salas de apoio, CELEM) e integração comunidade-escola (pré-vestibular, fóruns de estudo e discussão). O Ciac é vinculado a Diretoria de Políticas e Programas Educacionais (DPPE) da Secretaria de Estado da Educação (Seed).
MAIS EDUCAÇAO – É um programa do governo federal, vinculado no Paraná ao Viva a Escola, para aumentar a jornada escolar. Os alunos participam de atividades no turno oposto ao das aulas regulares. O objetivo é ampliar espaços, tempos e oportunidades educativas dos alunos da rede pública. O Mais Educação visa contribuir para a formação integral dos alunos, Além de reduzir a evasão, a repetência e distorções de idade-série, por meio de ações culturais, educativas, esportivas, de educação ambiental, de educação em direitos humanos e de lazer. O programa, instituído em abril de 2007, é coordenado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), é uma das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).
“O programa está no caminho certo. Os alunos passam mais tempo na escola e se comprometem mais com os estudos por causa da relação com o professor. O resultado pode ser visto nas feiras culturais, de ciências e na preparação de trabalhos para o Fera Com Ciência”, enfatizou o coordenador dos programas, Ademir Pinhelli Mendes. O Ciac também anunciou abertura das inscrições para os projetos do Viva a Escola do próximo ano. As inscrições começam no dia 18 de setembro.
Na reunião, os técnicos fizeram sugestões para o aprimoramento do programa e puderam expor as atividades e avanços que o Viva a Escola trouxe para seus núcleos. LiLean Cipriano, técnica do NRE de Cianorte, ressaltou que os avanços podem ser percebidos com apenas um semestre de programa e eles são parecidos em cada núcleo. “As práticas pedagógicas diferenciadas despertam o interesse dos alunos, criam uma interação maior com o professor e, no nosso núcleo, percebemos até a diminuição da evasão escolar”.
Segundo o técnico do NRE de Irati, Alibertino Xavier de Souza, grande parte dessas atividades já eram oferecidas pelos professores. “O Viva a Escola trouxe apoio pedagógico e financeiro para essas atividades. É um reconhecimento ao trabalho de muitos professores e um incentivo para que outros também participem”. É o que conta o professor Eduardo Higashi, do Colégio Estadual Santa Cândida, em Curitiba, onde organizou o Clube da Eletrônica. “Eu já ensinava eletrônica na escola como voluntário. O Viva a Escola oficializou a atividade que agora tem recursos para compra de material e para o professor”.
No Clube da Eletrônica os alunos aprendem na prática como montar e utilizar componentes eletrônicos, que são usados com criatividade para fazer objetos que mudam o cotidiano. O Varal Inteligente recolhe a roupa se está chovendo, a lixeira se abre quando alguém se aproxima e a lareira acende quando o ambiente esfria. As idéias partem dos próprios alunos e o professor ajuda no processo de concepção. “Eles aprendem a se concentrar, desenvolvem a criatividade e o vínculo com o professor cria responsabilidade. Acredito que eles melhoraram em todas as matérias”, explicou Higashi.
“Eu aprendo mais aqui do que nas aulas normais”, disse Paloma Pacheco, 15 anos, do 2º ano do ensino médio, que desde pequena gostava de desmontar objetos eletrônicos para entender como funcionavam, mas a atividade é apenas um hobby. “Vou fazer educação física”, afirma, com convicção.
Já Alexandre Siqueira, 14 anos, 1º ano do ensino médio, tem certeza que quer seguir na área. “Antes de participar da atividade, eu tentava aprender em casa. Tenho um canto só para isso. Nas minhas investigações, já levei até choque, mas aqui aprendo o que jamais conseguiria sozinho”. Segundo ele, quem já sabe um pouco mais ajuda os outros.
A atividadeteve aplicação prática para Guilherme Orth Silva, 17 anos, do 2º ano. “Esses dias uma enceradeira lá em casa estragou e eu consegui arrumar por causa do que tinha aprendido aqui”. O que era só curiosidade - Guilherme nunca tinha se interessado por eletrônica antes - passou a ser uma possível opção de carreira. “Eu quero estudar uma das engenharias, talvez eletrônica.”
Na escola Estadual Tancredo Neves, em Assis Chateaubriand, a professora de geografia Adriana de Oliveira Cortarelli incentivou os alunos a produzirem uma horta com os conteúdos aprendidos nas disciplinas de geografia e ciências. A maioria dos estudantes que participa da atividade são filhos de pequenos agricultores ou trabalhadores rurais volantes. “Eles estão vivenciando na prática o que aprenderam na teoria, e o entusiasmo é visível”, revela.
Os alunos aprenderam como manejar o solo, refletiram sobre a relação existente entre a planta, o solo e o homem, descobriram como usar adubo orgânico e receberam orientações sobre a importância das hortaliças na alimentação humana e sobre como cultivá-las. “Alguns alunos desenvolveram pequenas hortas nos seus quintais. Todos ficaram impressionados com a produção, além de se divertirem bastante”, avalia.
VIVA A ESCOLA – o Viva a Escola é um programa de complementação curricular, com atividades sugeridas pelos próprios professores. Eles têm autonomia para escolher a atividade mais adequada a realidade da sua escola, dentro da sua disciplina. O conteúdo e a carga horária são registrados no histórico escolar do estudante. O aluno pode participar de todas as atividades oferecidas na escola. As propostas do Viva a Escola também podem ser inscritas no Fera Com Ciência, que esse ano tem como tema “Cultura e Tecnologia na Preservação Ambiental”.
As atividades estão sendo realizadas em 1.260 estabelecimentos de ensino. O programa recebeu mais de R$ 1,8 milhão, sendo R$ 700 para cada atividade. As atividades são divididas em quatro eixos: expressivo-corporal (esporte, música, dança); científico–cultural (história e memória, divulgação e experimentação científica); apoio à aprendizagem (salas de apoio, CELEM) e integração comunidade-escola (pré-vestibular, fóruns de estudo e discussão). O Ciac é vinculado a Diretoria de Políticas e Programas Educacionais (DPPE) da Secretaria de Estado da Educação (Seed).
MAIS EDUCAÇAO – É um programa do governo federal, vinculado no Paraná ao Viva a Escola, para aumentar a jornada escolar. Os alunos participam de atividades no turno oposto ao das aulas regulares. O objetivo é ampliar espaços, tempos e oportunidades educativas dos alunos da rede pública. O Mais Educação visa contribuir para a formação integral dos alunos, Além de reduzir a evasão, a repetência e distorções de idade-série, por meio de ações culturais, educativas, esportivas, de educação ambiental, de educação em direitos humanos e de lazer. O programa, instituído em abril de 2007, é coordenado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), é uma das ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).


