Intervenção Cultural modifica o cotidiano escolar 12/08/2014 - 15:20
No início do mês, a rotina dos alunos, professores e funcionários do Colégio Estadual Professor Francisco Lima da Silva, em Cascavel, Oeste do Paraná, foi modificada com a realização de várias atividades do projeto Intervenção Cultural. O evento buscou proporcionar para a comunidade escolar o acesso à cultura por meio da música, da dança, do desenho, da reutilização de materiais recicláveis e do esporte.
A Proposta de Intervenção Cultural do Colégio Francisco Lima foi desenvolvida pelos professores do colégio junto aos alunos do grêmio estudantil. A ideia era promover uma interferência artística no espaço escolar, tanto na parte arquitetônica da escola como na sua rotina. As oficinas foram pensadas levando em conta os conteúdos trabalhados em sala nas disciplinas de língua portuguesa, arte, filosofia, história e educação física. Cada tema esteve atrelado a um componente curricular e associado aos conteúdos trabalhados em sala.
Uma das atividades que mais chamou a atenção da comunidade escolar foi a oficina de grafite. “É importante que os alunos conheçam a história do grafite. No Brasil temos a pichação que surgiu na época da ditadura como forma de protesto. Com a oficina mostramos a diferença entre a pichação e o grafite, além de apresentar aos alunos as técnicas usadas pelos grafiteiros”, comentou um dos coordenadores da oficina, Isaac Souza de Jesus.
Em outra prática, os alunos aprenderam sobre a cultura indígena norte-americana pela confecção do “apanhador de sonhos” - um instrumento de poder que assegura bons sonhos àqueles que dormem sob ele.
No Colégio Estadual Professor Francisco Lima da Silva, as oficinas demonstraram não só como fazer seu apanhador, ou aprender a customizar uma camiseta, a dançar um passo de break, a produzir um grafite surgindo nos muros da escola, ou na apresentação de um menino tocando violino, mas também como a educação e boas ideias podem transformar a realidade escolar.